21 abril 2018

Estão prontos?


... neste momento, se queremos ser P3N7A!


O Glorioso joga hoje em Estoril, frente à equipa da linha. Será um dos maiores testes para ver se realmente, temos o que é necessário para sermos campeões. Apesar de ser difícil, acredito que ainda é possível, pois discordo com a opinião generalista (altamente parcial e a favor de Porto e do Sporting, tenham atenção a isso quando os ouvirem!) de que já não há hipóteses de sermos campeões. Ou pior, que já nem sequer temos esse direito de pensar, porque perdemos em casa com o Porto na última jornada. É preciso descer à terra. Se o Sporting de Jesus acredita agora que é possível ainda serem campeões e estão a 5 pontos deles, então porque raio é que nós a apenas 2 pontos não podemos pensar o mesmo? Porque perdemos com o Porto no último domingo?! Um campeão não se faz apenas com as vitórias. Um campeão não é apenas aquele que só amealha vitórias. Um verdadeiro campeão forja-se nas derrotas e na reacção a estas. Hoje o Benfica só tem de entrar na Amoreira com o único foco na baliza adversária. Primeiro, o primeiro golo. Segundo, o segundo golo. Terceiro, o terceiro golo. E, assim sucessivamente, até ao apito final do árbitro. Mais nada! Não ligar, às opiniões durante a semana, às azias dos nossos adeptos, às farpas dos nossos críticos, aos três pontos que o Estoril precisa para se manter na 1ª Liga, nem tão pouco à chuva e ao vento... hoje, é só nós e aquela baliza canarinha. Estou certo que um jogão do Benfica, recolocará pressão sobre todos os outros que até agora aproveitaram-se como abutres do nosso momento menos bom. Reparem, que o Porto e o Sporting estão a jogar sobre fumos. Contra nós, nenhum deles foi superior. Tiveram sim a "Nhaga" das vidas deles... basta acreditarmos em nós próprios, basta sermos arrogantes e agressivos nestes últimos 4 jogos para vermos o milagre.


Não vai ser fácil, porque ficámos sem o nosso melhor jogador, aquele que é Messi mais Ronaldo juntos, em Portugal. Estou a referir-me ao Jonas, como é óbvio. Nota-se que a confiança da equipa com o camisola 10 em campo é diferente. Até mesmo, a postura dos adversários muda, como é natural. Mas, isto não quer dizer que quem o substitua é menos competente. Continuo a achar que o Raúl tem um potencial terrível para ser ainda mais importante que é na equipa encarnada. Agora, é preciso a equipa jogar para ele. Também é necessário que se adaptem a ele, às suas movimentações. Espero que o Rui tenha feito isso durante a semana. No seu lugar, sei que o faria! E, não seria necessário fazer muitas mudanças. Tenho defendido um 4-3-3 mais assimétrico do que aquele que tem sido apresentado nos últimos fim-de-semanas. Em vez de jogar com um extremo esquerdo puro, jogaria com uma espécie de avançado interior. Já pensava nessa ideia antes, com o Jonas em campo, pois dessa maneira libertaria o camisola 10 para outros registos, quer em termos de golos, quer em assistências decisivas. Depois, a equipa seria muito mais perigosa obrigando o adversário a ficar mais atrás, o que facilitaria a nossa acção defensiva, nomeadamente, na recuperação da posse de bola mais à frente, evitando o desgaste energético que se tem se tivermos que recuperar a bola no nosso meio-campo. Nesse 4-3-3, poderia utilizar o Raúl como falso extremo esquerdo, mas sem Jonas ao centro e com um Seferovic sem ritmo, provavelmente, puxaria o Rafa para a esquerda, o mexicano para ponta-de-lança e lançaria o Salvio para a direita, deixando o Cervi no banco. Outra hipótese, seria colocar o suíço na posição "9", colocando o Raúl a extremo esquerdo e deixando o Rafa na direita. Em ambas estas soluções, o sacrificado seria o Chucky.

Onze titular, substituições e nuances tácticas do Benfica
para o jogo de hoje, frente ao Estoril.

Existe outra maneira, sem mudar o onze, de adaptar melhor a equipa a um avançado como o Raúl. A variante táctica aqui será manter um sistema simétrico, mas com uma importante nuance: ou os extremos ou os interiores deverão jogar de pés trocado. Quero com isto dizer, que o extremo esquerdo deve ser um destro (Rafa), enquanto o direito deve ser um canhoto (Cervi), quando o interior esquerdo é um canhoto (Zivkovic) e o interior direito é um destro (Pizzi). Se trocar os interiores, i.e., o Pizzi jogar na esquerda e o Zivkovic na direita, os extremos também deverão mudar, jogando agora, como extremos puros. Desta maneira, conseguem aproveitar tanto a mobilidade do Raúl, como o seu jogo interior, sem termos que fazer alterações ao onze e utilizar jogadores que estão ainda à procura do seu melhor ritmo de jogo (como são os casos de Salvio e Seferovic). Sendo assim, o meu onze para hoje seria: Varela na baliza; Almeida, Dias, Jardel e Grimaldo no quarteto defensivo; Fejsa, Pizzi e Zivkovic no tridente de meio-campo; e Cervi, Rafa e Raúl no tridente atacante. As substituições que teria planeado seriam o Salvio pelo Cervi (passagem de Rafa para extremo esquerdo), depois Samaris pelo Pizzi (dando mais liberdade para Zivkovic apoiar o ataque, ficando o grego um pouco mais atrás a ajudar o sérvio) e, por fim, o Seferovic, para a saída do Rafa (passando o Raúl para o lado esquerdo do ataque e o suíço como ponta-de-lança, podendo variar entre o 4-3-3 assimétrico e o 4-4-2, mais tradicional, com o Zivkovic a fazer de ala esquerdo).



P.S.: Já tiveram a oportunidade de ver a filosofia de Guardiola? Então vejam, e talvez possam aprender um pouco...

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