10 fevereiro 2018

Um olhar sobre...


... o mercado de inverno encarnado.



Muita gente critica o facto do Benfica não ter contratado ninguém neste mercado de inverno. Na sua maioria queria reforços para o onze titular. Inclusive, interrogavam-se porque razão a equipa não se reforçava quando viam os outros clubes fazerem-no. Mas, será que fizeram mesmo? Olhando para os dois candidatos ao título nacional esta temporada, Sporting e Porto, reparamos que de todos os jogadores que entraram neste defeso, nenhum deles foi para ser titular de caras nas respectivas equipas. Depois, o adepto esquece-se que em janeiro não se fazem grandes contratações. Normalmente, contratam-se jogadores que não têm lugar nas suas equipas com o agravante de ser um mercado inflacionadíssimo, uma vez que os jogadores mais apetecíveis são precisamente os mais difíceis de arrancarem das suas equipas, tornando-os mais caros. Em termos operacionais, o adepto comum também esquece-se de coisas tão simples e humanas, como período de adaptação do atleta ao contexto que encontra, desde o grupo de trabalho até ao clima da cidade para o qual chegam. Por vezes penso, que esta gente pensa que é chegar cá, colocar em campo e já está. Dito isto, não defendo que tenhamos de ser absolutamente aversos a este mercado. Devemos sim, ser atentos às oportunidades dele. Daí que tenha feito esta análise em dezembro.

A opção de Rui Vitória, foi de arrumar a casa neste defeso e não de contratar ninguém. Não posso condená-lo, porque o Benfica está apenas numa competição, o campeonato nacional, e o foco tem de ser todo para os 14 jogos (que faltavam à data do fecho do mercado). Nem mesmo com a lesão grave do Krovinovic, numa altura em que eu próprio defendia (e defendo no futuro) a contratação do Lucas Evangelista. O que a maioria não entende é que desta forma, o Rui Vitória está a proteger a harmonia do grupo. Não só retira qualquer pressão acrescida para os seus jogadores, como eles próprios ficam mais focados no que realmente interessa, i.e., no treino e na competição.

O técnico encarnado vai ainda mais longe, ao emagrecer o grupo de trabalho. Somente com uma competição e querendo reforçar o foco dos seus atletas, assim como antecipar possíveis focos de instabilidade por descontentamento, o Vitória tratou de arrumar a casa. Suspendeu o empréstimo de Gabriel Paulista, emprestou o Lisandro López, o Pedro Pereira e o Filipe Augusto. O mais engraçado é que a equipa mais estável neste momento no campeonato, até é o Benfica. Ninguém tira-me da cabeça que isso foi fruto deste comportamento no mercado. É que isto trás estabilidade e reforça a união do grupo.

De qualquer modo, e porque em dezembro tinha tomado opções ligeiramente diferentes, gosto de entender o porquê do Vitória ter querido ficado com este grupo de jogadores. Por exemplo, eu teria optado pela colocação de Diogo Gonçalves e de João Carvalho a rodar em equipas onde pudessem jogar com regularidade, no entanto ele os reteve. E, posso entender o porquê: a lesão de Krovinovic. Sem contratações, o Vitória vê no Joãozinho uma opção para essa posição, daí que tenha sido a aposta no jogo frente ao Belenenses. Contudo, o jovem ainda não está no ponto, pelo que no jogo frente ao Rio Ave, apostou-se noutra solução, o Zivkovic. Ora, olhando para o tipo de jogador que o Vitória está a procurar dentro do plantel para aquela posição, prevejo uma evolução no próprio 4-3-3, que poderá responder às necessidades futuras da equipa, como também ao rearranjo que o Vitória efectuou neste mercado de inverno.

No meu ponto de vista, prevejo um crescendo de dificuldades das equipas adversárias ao nosso jogo posicional, uma vez que é algo vertical e que utiliza muito o Jonas como referência. Isso não é mau, é uma estratégia como todas as outras. No entanto, os adversários poderão marcar de uma forma mais rígida o Jonas. Isso poderá libertar os restantes artistas, mas se os adversários recuarem e formarem blocos defensivos coesos e curtos, poderemos sentir dificuldades. É por isso que defendo uma opção que não prejudique a verticalidade que a equipa possui, mas que dê alguma longitudinalidade e que liberte um pouco o Jonas. Essa opção é a de utilização de um segundo avançado camuflado de extremo. Olhando para o nosso plantel actual, penso que partilho da visão do Rui Vitória, senão vejamos. Na baliza temos o Varela, o Svilar e o Paulo Lopes. Como no centro da defesa temos 3 jogadores para duas posições, i.e., o Luisão, o Jardel e o Rúben Dias, o quarto jogador deverá ser um destes: Samaris, André Almeida, Fejsa, Kalaica e Ferro. Pessoalmente, nos treinos aproveitava para colocar um dos guarda-redes nessa posição, para melhorarem o jogo de pés e sentirem à vontade com a bola entrosados com os restantes companheiros do sector defensivo. Os laterais seriam os seguintes: para o lado direito, temos o André Almeida e o Douglas, enquanto para o lado esquerdo temos o Grimaldo e o Eliseu. O tridente de meio-campo compunha da seguinte maneira: para médio-defensivo, temos o Fejsa e o Samaris; para médio-interior direito, temos o Pizzi e o João Carvalho; para médio-interior esquerdo, temos o Cervi e o Zivkovic. No ataque, as opções seriam as seguintes: para extremo direito, temos o Salvio e o Rafa; para extremo-esquerdo, temos o Raúl Jiménez e o Diogo Gonçalves; e para ponta-de-lança, temos o Jonas e o Seferovic. Como podemos verificar por aqui, o tal segundo avançado estaria camuflado como extremo esquerdo. Como é óbvio, tudo isto também dependeria das características do adversário. Contudo, o melhor disto é que desta forma o treino poderá ser ao mesmo tempo específico, como também global. Por exemplo, jogadores como o João Carvalho, o Diogo Gonçalves, o Raúl, o Rafa, o Cervi e o Zivkovic evoluiriam muito.


Reorganização do plantel encarnado depois do mercado
de inverno.

23 comentários:

  1. o cervi penso que nao ira para medio centro, mas sim o gedson, no caso do medio defensivo tens tb o keaton que esta a ser preparado para essa posição

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    1. Os miúdos têm sido chamados para se ambientarem e entrarem aos poucos na família... ;)

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    2. tendo em conta a idade deles, penso que a aposta sera a curto prazo, caso contrario o benfica poderia contratar alguem. por nao o terem feito acredito que a aposta sera na proxima epoca ou ainda nesta

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    3. Para o ano terão os minutos que o Diogo e o João estão a ter esta temporada. E, para tal é preciso saírem jogadores (Samaris?).

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  2. Lá assumiste que punhas o Ziv outra vez no banco e o Cervi titular a interior esquerdo...

    Bem me parecia! ;)

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    1. Tu pensas em titulares, eu penso como poderia organizar os treinos e aproveitar aquela hora e meia da melhor forma.

      Sobre a titularidade do Cervi e do Zivkovic, apenas posso dizer-te o seguinte: sentiria confiança com qualquer um deles em campo.

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    2. E que bem que jogaram os dois! Pelo jogo todo que fizeram, mas o golaço do Cervi e os detalhes do golo do Zivkovic...mostrou o que há dias lia noutras paragens: na área também se pode - e deve - pensar e decidir em conformidade, resistindo à tentação do remate instintivo se as condições não forem as melhores...tira um da frente e depois engana guarda-redes e o outro defesa, rematando mesmo ao lado do pé de apoio dele, que esperava, como o guarda-redes, um remate cruzado ao segundo poste...que era o que fariam 95% dos jogadores naquela situação...mas é pelos outros 5% que o futebol é tão mágico! E Zivkovic está nesses 5%. Que não saia mais do onze, de uma vez por todas.

      Já a sucursal de Portimão foi canela até ao pescoço...com a complacência de Xistrema...como eu gostava que isto me surpreendesse!...

      Amanhã entram ambos pressionados pelo tetracampeão. E ambos já revelaram falta de estofo em momentos semelhantes...

      Carrega Benficaaaa!

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    3. Grande jogada do Ziv no terceiro golo, pena o olhar de fúria do Raul quando o Ziv marca.

      Mas a escolha do PP não é surpreendente, é perfeitamente coerente com o que ele defende para o mexicano. Metendo o mexicano naquela posição o Cervi teria de jogar forçosamente mais por dentro.

      Infelizmente agora vamos ver o que fazer sem Jonas. Não sei se o mexicano será a melhor alternativa, mas pelo menos tem mais minutos do que o suíço pelo que estará mais integrado com o que a equipa quer. E que Red Passálvio se mantenha a gerir o Insta por muito tempo...

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    4. @BP: Verdade o que referes sobre o "canela até ao pescoço" do Portimonense com a bênção da arbitragem. E, depois é o Benfica que é beneficiado. Aquele Tabata fartou-se de dar pau ao Grimaldo, ao Cervi e ao Zivkovic...

      @RB: Qual olhar de fúria do Raúl. O mexicano agora virou teu bichinho de estimação, depois de já não haver o Salvio em campo. Já agora, nesse lance, a decisão mais correcta seria o Ziv ter passado ao Raúl que estava em melhor posição para finalizar. Mas, naquela zona, não há muito que criticar.

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    5. É verdade que o Jimenez estava em melhor posição para finalizar e talvez o passe para ele fosse a melhor decisão. Mas o Ziv decidiu que ia ser ele a marcar...e a partir do momento em que tomou essa decisão, fez tudo muito bem. Pōe-te no lugar dele: depois de ano e meio de degredo, finalmente é importante na equipa e tem aquela bola na pequena área, num jogo fora difícil que estava 2-1...percebo perfeitamente que tenha sido um pouco egoísta!

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    6. Eu também não acho que a decisão do Ziv tenha sido má. Ele tem confiança para resolver a situação. Ele está numa zona de finalização, portanto, temos de aceitar a sua decisão. Mas isso, não significa que tenha realmente tomado a melhor decisão, ou pelo menos aquela que os "livros" recomendam.

      ;)

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    7. E hoje foi só o melhor jogador em campo! Voltei ao meu lugar na Catedral ao fim de alguns jogos de ausência e, dali, ainda é mais evidente a qualidade que ele põe em todas as intervenções que tem no jogo. E não só intervenções ofensivas, também defensivas...

      É um jogador impressionante porque decide sempre bem - e executa quase sempre bem. A dar linha de passe dentro do bloco, a combinar, a fazer passes de ruptura dignos de Pablo Aimar, a conduzir a bola, fixar adversários e soltar no momento certo, enfim...todo um manancial de bom futebol!

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    8. Falta-lhe ainda pautar mais o jogo. Meter água na fervura, quando a equipa precisa de respirar, pois muitas vezes tenta meter a 4ª a fundo quando o resto da equipa ainda precisa de recuperar. Hoje, foi notório isso. Tanto pelos resquícios de extremo que possui, como também porque o Jonas com menos fulgor físico, parecia querer um jogo mais pausado. Mas, é sem sombra de dúvida um regalo para a vista o Zivkovic naquela posição.

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    9. O Jiménez não é o meu "bichinho de estimação" nenhum, simplesmente que ele olha para o Ziv com ar aziado depois do Sérvio marcar, olha.

      E sim, do ponto de vista do colectivo a decisão do Ziv é má. Se ao menos as más decisões do Sálvio fossem todas tão benéficas...

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  3. António Madeira10/02/18, 20:05

    Este excelente artigo (mais um) revela tudo aquilo que o Vitória trouxe e implementou no Benfica, algo que em seis anos nunca tivemos: o grupo em primeiro, estabilidade emocional, confiança e união e confiança reais (e não na base do grito). Tudo isto aliado a uma capacidade de adaptação, tanto à matéria-prima que se tem, como ao adversário. Em suma, o homem certo no lugar certo.

    E já agora, acabo aproveitando o início de mais um brilhante texto do Guachos:
    " Os campeões do mercado de inverno publicaram a factura dos reforços exigidos pelo senhor dos (Ju)ventus...
    São mais de 15,5 milhões de euros, 2,7 em comissões (à volta de 20%) que o brunalgas sempre disse que não pagava;
    Wendel (7,5 M€), Misic (2,75 M€), Lumor (2,5 M€), Rúben Ribeiro (400 mil euros) e Montero (custo zero).

    V.Setúbal 1-1, foculporto 0-0 no tempo regulamentar (taça da liga), V.Setúbal 0-0 no tempo regulamentar (taça da liga), Guimarães 1-0, Estoril Praia 0-2, Foculporto 0-1. Os resultados, como se tem visto, provam o acerto desta politica desportiva, E também comprovam as melhores expectativas dos especialistas da bola nacional."

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    1. Excelente contributo António. ;)

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  4. Caro PP,

    Na generalidade concordo com o artigo, mas dizer que em Dezembro/Janeiro não se fazem compras acertadas, é dizer que Nuno Assis foi um suplente de luxo na caminhada para o título de 2005.

    Por outro a tentação era a de claramente dizer que arranjava uma alternativa ao AA. Que não sei se há. E como RV já demonstrou, entre ele e a estrutura ninguém sabe gerir esse dossier.

    «Pessoalmente, nos treinos aproveitava para colocar um dos guarda-redes nessa posição, para melhorarem o jogo de pés e sentirem à vontade com a bola entrosados com os restantes companheiros do sector defensivo.» Não colocava um dos GRs porque o Paulo Lopes esperemos que não faça mais do que levantar a taça de campeão, mas os outros dois sim, era para irem rodando.

    Caro António, agradecia que explicasse, e bem, o que quer dizer com «estabilidade emocional, confiança e união e confiança reais». Pergunto porque isto pode ter várias interpretações. Eu por exemplo acho que esta época, e a gestão que tem sido feita, se alguma coisa indiciam que RV não é o génio destes campos que parecia. Em suma, não é o homem certo para o lugar certo.

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    1. Tens o Assis, o Poborsky, e outros, mas por cada um deles vêm 10 melões...

      Este ano estás a ser atacado diariamente pelos média. Estão a influenciar o jogo através do jogo de bastidores criando pressões. Isso foge ao controlo de qualquer equipa técnica que se responder está a fazer o jogo deles.

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    2. Nem me tinha lembrado desse! E se calhar o rácio até é menos generoso, mas só estava a alertar para o absurdo de desculpar o Benfica não colmatar falhas no plantel por ser Janeiro. O que essas nos dizem é que bem trabalhadas até podem haver contratações cirúrgicas que resolvem problemas.

      Quanto aos media... Não sigo, não ligo! ;)

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    3. Ao contrário de vocês, não acho que a época tenha sido mal planeada. As opções técnicas, os jogadores e as suas características, necessárias para aplicar o modelo de jogo pretendido, estavam lá todas. A meu ver, até acho que houve um excesso de opções que não contribuiu em nada, mas mais vale ter do que não ter. O que falhou a meu ver foi que o Benfica esta temporada quis fazer a clivagem entre um modelo híbrido que aproveita transições e com alguns apontamentos de ataque posicional, para um modelo de ataque posicional. Ora, na Europa, com tantas boas equipas e com muita qualidade, as dificuldades foram mais que muitas, porque a implementação de um modelo destes leva sempre o seu tempo de maturação. Quanto às outras três competições nacionais, vencemos a supertaça, saímos da taça da Liga sem qualquer derrota, competição onde o "campeão de inverno" conquistou basicamente com empates, e saímos da taça de Portugal derrotados num prolongamento num jogo em que tivemos muito azar.

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    4. 'O que falhou a meu ver foi que o Benfica esta temporada quis fazer a clivagem entre um modelo híbrido que aproveita transições e com alguns apontamentos de ataque posicional, para um modelo de ataque posicional'.

      Sem dúvida. E agora sim, temos futebol de equipa grande. As melhorias em ataque posicional são descomunais. Mérito de RV, justiça lhe seja feita.

      Mas precisamente porque uma mudança destas tem um tempo de maturação, porque é que não foi encetada logo em Julho, na pré-época? Assim teria começado a engrenar lá para Setembro; como foi encetado em Setembro/Outubro (1o jogo em 4x3x3 é Olhanense para a Taça), só começou a engrenar em Dezembro/Janeiro e demos meio campeonato de avanço...

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    5. O modelo de jogo é o mesmo. O sistema de jogo é que é diferente. A maturação dos jogadores ainda não é a suficiente para jogar em 4-4-2, que é um sistema que pelo posicionamento dos jogadores desequilibra muito mais. Dessa forma foi necessário dar um passo atrás na evolução dos jogadores, dando-lhes o sistema mais básico e equilibrado do 4-3-3.

      Contudo, penso que daremos um clique muito maior em qualidade quando passarmos para o 4-3-3 com dois avançados.

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    6. Não concordo nada que o modelo de jogo seja o mesmo - acho que mudou e muito com o novo sistema de jogo.

      Antes tínhamos um modelo muito mais de transições e esticões, que tinha muito pouco deste modelo de posse, com futebol curto e apoiado. O nosso ataque posicional era muito pobre e previsível, agora é rico, denso de soluções diversas e mais imprevisível. Se há coisas em comum como os extremos por dentro na construção e os laterais a garantir largura, tudo o resto no nosso jogar é diferente - para muito melhor!

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