A saída fora de tempo de um dos melhores jogadores do Benfica, deixou-nos um pouco órfãos na sua posição. É com naturalidade que o tema mais discutido pelos adeptos encarnados, e até mesmo pela equipa técnica, é quem será que vais substituir em campo fazendo as tarefas do belga?
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05 setembro 2012
17 janeiro 2012
"Fait divers" à Benfica
No que toca a gerador de receitas para os meios de comunicação social desportivos, em Portugal, não há outra palavra que bata a do Benfica. Realmente, pouco ou nada interessa falar bem ou mal. O que, verdadeiramente, interessa é falar do Glorioso. E é nessa óptica que ano após ano, mês após mês, semana após semana, dia após dia,... os "fait divers" à volta do Benfica é sempre o mesmo.
"Onde há fumo, há fogo" é o que muita gente costuma dizer, e de facto, em defesa dos media, muitas vezes é isso que acontece. A meu ver, tendo em conta a dimensão do gigante encarnado, no panorama desportivo nacional, este "buzz" é normal. Não podemos esquecer que aliada à muita "dor-de-cotovelo" por parte dos nossos adversários, também existe muitas visões diferenciadas e inúmeros interesses próprios dentro de portas, para ajudar a compor o ramalhete.
É, talvez por ter essa consciência, que sempre que existe alguma notícia acerca dos encarnados, tento manter um certo distanciamento que me permita ser mais objectivo na sua análise. E disso não foge à regra o mais recente "fait diver" encarnado: os casos de Ruben Amorim e de Enzo Pérez.
Poderia começar a ter um raciocínio especulativo, força motriz destas autênticas "novelas", e de muitas opiniões que tenho lido e ouvido acerca deste tema. No entanto, o que realmente interessa está a ser deixado de fora. Isto pura e simplesmente não deveria ter acontecido!
Ruben Amorim é um grande jogador. Tem como é óbvio lugar no Benfica. Embora desenrrasca a lateral direito, deve ter também oportunidades reais como médio centro ou interior direito. |
Na óptica de adepto encarnado, que olha para o Benfica como o expoente de profissionalismo inerente à actividade desportiva, esta situação é um pouco inconcebível. Na "futebolística" trindade formada por jogadores, equipa técnica e direcção (director desportivo), estes dois assuntos deveriam ter sido resolvidos.
Não quero acreditar, que o Ruben Amorim, com os seus 26 anos de idade e com uma carreira construída pelo trabalho que desempenhou no relvado, venha agora fazer uma birra porque apenas e só não joga. Está-me a parecer que houve um extremar de posições porque não foi devidamente ouvido ou não lhe deram importância nenhuma.
Enzo Pérez foi reforço para esta temporada. Teve o infortúnio da grave lesão, mas deve ter bem presente que foi um pedido expresso do seu treinador. |
Da mesma forma, não quero acreditar que após a lesão de recuperação demorosa do argentino Enzo Pérez, ninguém acompanhou-o de mais perto? Ninguém tentou incentivá-lo? Ninguém procurou saber se lhe faltava algo? Enfim, não foram medindo o grau de motivação do jovem?
Esta temporada, houve um forte investimento nos três vértices do triângulo futebolístico encarnado. A começar pelos atletas, no qual o crescendo de qualidade veio aumentar a competitividade interna, pelo que os jogadores têm de ter outro estofo para triunfar, não é verdade Ruben e Enzo? Rui Costa e António Carraça são duas pessoas para tratar das competências de um director desportivo. No entanto, aparentemente, não tiveram "mão" para lidar a tempo e horas com estes problemas, não é verdade Rui e António? E por fim, a equipa técnica também foi reforçada com o professor Manuel Sérgio, para criar o departamento de inteligência competitiva. Não obstante com o acréscimo intelectual, esqueceram-se do "be-a-ba" da construção de uma equipa, ou seja, respeitar os seus atletas e fazer com que eles se tornem parte do todo e da solução, não é verdade Jorge?
A meu ver saiem todos muito mal vistos destes casos e inadmissível numa estrutura profissionalíssima como a do Benfica. E Pluribus Unum não é nenhum slogan, é sim um lema! Lema essa que todos os envolvidos do futebol encarnado deveriam assimilar muito bem. Caberá a nós, sempre fiéis adeptos encarnados, estarmos atentos, críticos, exigentes e sempre dispostos a levar até eles o nosso:
E Pluribus Unum
PS: Entretanto, o caso Enzo ficou resolvido hoje com a reintegração do atleta no plantel. Na minha opinião, o caso Ruben deveria igualmente ter ficado resolvido hoje e com idêntica resolução.
05 dezembro 2011
Ruben Amorim poderá vir a ser um lateral direito?
Em vésperas de um importante encontro para a Liga dos Campeões e com a impossibilidade de Maxi jogar, devido a castigo por acumulação de 2 cartões amarelos, uma das questões que JJ tem de resolver é saber quem jogará a lateral direito. É aqui que faz todo o sentido interrogar e fazer uma análise dos prós e contras do internacional A nacional à direita da defesa encarnada.
Ruben demonstra muitas vezes, dentro de campo, o seu descontentamento com as suas próprias exibições. |
Tendo em conta o desaire nos Barreiros, na última 6ª-feira, a opção de Ruben Amorim à direita é de todas a menos consensual para os adeptos encarnados. A razão é simples: Ruben teve uma má exibição.
Contudo, devemos recordar que o camisola 5 do Benfica, já teve exibições muito convincentes naquela posição, nomeadamente, na última temporada em que nos sagrámos campeões nacionais. Sendo assim, porquê este "8 a 80" a nível exibicional?
Sabemos, que o português tem reinvindicado um lugar no seu posto de origem, i.e., como médio-centro/interior direito. No entanto, prefere jogar em qualquer lado do que amuar e ficar sentado no banco, pelo que, não será por aí que encontremos respostas às suas recentes prestações.
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Nesta equipa do Benfica, só lhe falta mesmo jogar a guarda-redes, mas até isso ele tem treinado. |
Penso que a verdadeira razão, prende-se com a forma de jogar da equipa que foi mudando ao longo destas temporadas, muito por causa dos jogadores que sairam terem estilos de jogo distintos dos actuais e o técnico encarnado ainda estar de volta na resolução desses problemas.
Em 2009-2010, a defesa encarnada jogava praticamente com a sua linha defensiva a 10 metros do meio-campo. Na prática, os nossos laterais partiam quase sempre da linha meio-campo para a frente. Hoje, não é isso que verificamos. Logo aqui, esta diferença implica um desgaste físico superior nos atletas. Talvez seja por isso, que Maxi Pereira, o habitual lateral direito titular, tem sentido esta temporada grandes oscilações na performance desportiva.
A sua inteligência em campo, a capacidade de trabalho e o espírito de equipa são qualidades que fazem dele um jogador muito versátil. |
Depois, o facto de se jogar mais à frente, faz com que o espaço entre os jogadores seja menor. Ou seja, os jogadores estão sempre muito próximos uns dos outros. Defensivamente, isto beneficia toda a equipa, pois a defesa é sempre feita com dois jogadores ao adversário que possui a bola, evitando situações de um-contra-um. Também tem outra vantagem: recuperação da bola no meio-campo adversário.
Em termos atacantes, para um médio de origem, jogar a lateral ofensivo com uma defesa subida, é "quase" o mesmo que jogar na sua posição original. Só tem de ser mais consciente da qualidade de passe, dar a profundidade atacante pela faixa, ao invés de procurar movimentos interiores e saber gerir muito bem o esforço físico.
Resumindo:
É preciso saber adaptar a equipa às suas características para ele poder render a lateral direito. |
Ruben Amorim é uma boa solução a lateral direito se forem-lhe dadas as seguintes condições:
- Equipa jogar com a defesa subida.
- Equipa jogar de forma compacta.
- Existir compensações tanto do central descaído para a direita, como também do médio direito da equipa ou do médio defensivo.
- Possibilidade de haver progressão com bola ou em tabela com os companheiros de faixa, por exemplo, o médio direito e um dos avançados.
Veredicto:
Eu penso que o Ruben Amorim, como lateral direito será sempre uma solução de bolso e não uma solução definitiva. O que se ganha com Ruben a lateral não compensa o que se perde com ele na sua posição de origem. O mais engraçado, e para lamento meu, o treinador encarnado não vê o Ruben como primeira alternativa ou titular no meio-campo.
Para o jogo da Liga dos Campeões, será preferível a outra solução, como por exemplo a de Miguel Vítor, uma vez que Amorim é um jogador mais experiente e mais atacante que o jovem "canterado" encarnado.
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