12 dezembro 2014

Jornada 6: Benfica - Bayer Leverkusen


Um empate com sabor a vitória, pois Jesus ganhou novos jogadores para o que vem da temporada.
«Toda a equipa fez um grande trabalho. Lutámos e é pena não termos marcado para vencermos.»
por Pizzi

Realmente quem diria? Quem diria que um onze encarnado com Artur na baliza; André Almeida, César, Lisandro López e Benito na defesa; Cristante e Pizzi no centro do terreno; Tiago e Ola John nas alas; e Derley e Lima lá na frente, chegava bem para o Bayer Leverkusen? Sou-vos sincero, fiquei muito céptico, quando vi a aposta em César e em dois avançados declarados, como Derley e Lima. Ao ver bem as coisas, o onze que Jesus apresentou não foi tão diferente daquele que sugeri tendo em conta as declarações do técnico encarnado antes do encontro...

Dinâmicas tácticas das equipas do Benfica e do Bayer Leverkusen durante a 1ª parte.

A primeira parte da partida até nem começou lá muito bem para o Benfica. A equipa de Roger Schmidt, foi igual a ela própria e através de uma pressão muito forte das suas linhas conseguiu durante os primeiros 10 a 15 minutos de posse de bola muito repartida. Notar, que nesse período gostei imenso da reacção de vários jogadores. A numerar: André Almeida que foi um dos principais responsáveis por manter a linha defensiva encarnada, bem subida, mesmo quando o adversário recuperava a bola; Lisandro López a não deixar os avançados do Bayer virarem para a baliza encarnada; e a dupla de meio-campo Cristante e Pizzi que nunca deixaram de lutar e brigar com o meio-campo germânico. Estes jogadores foram nucleares em agarrar a equipa nos momentos iniciais e darem o mote para os restantes jogadores. Assim que o Benfica começou a ter mais bola, através de uma circulação eficiente entre o quarteto defensivo e a dupla de meio-campo (conseguindo resistir às "ondas" de pressão ofensiva do Bayer), a equipa começou a combinar mais com os seus extremos e avançados (ver figura). Ao activarem a dupla de extremos, tanto Ola John como Tiago começaram a desequilibrar ofensivamente. Destaco a exibição destes dois, não só pelo que produziram a nível atacante, como a nível defensivo. Ambos criaram muitas ocasiões de perigo, quer por remate ou por assistências à dupla de avançados. Lima, por exemplo, teve as melhores ocasiões de golo da partida nos seus pés. Primeiro, num remate já na pequena área à barra, após cruzamento/remate de Ola John. Segundo, após cruzamento de Tiago, chega atrasado ao primeiro poste, não conseguindo dar o toque final. Terceiro, após uma enorme assistência de Ola John, que deixa o brasileiro isolado frente a Leno, para depois rematar ao lado. A cada lance o Benfica crescia e subia cada vez mais no terreno. Nesse capítulo, a pressão exercida por Pizzi e Cristante sobre os germânicos fez-se notar. Em, particular o internacional Português. Por exemplo, foi ele quem pressionou o hispano-germânico Castro a ceder canto numa saída de bola, bem no interior do seu terço defensivo. Mais, Pizzi teve até bem perto do final da primeira parte 100% de eficácia no capítulo do passe. Claramente, a dizer ao treinador para contarem com ele, se Enzo sair!

«Merecíamos mais, uma vitória, pois criámos muitas oportunidades. Penso que esta última partida foi o reflexo do valor do Benfica.»
por André Almeida

O facto de ter terminado a primeira parte em cima da equipa de Leverkusen, não fazia antever uma entrada na segunda parte idêntica à da primeira: primeiros 10 a 15 minutos muito disputados devido a uma pressão intensa dos alemães. Foi o período mais fértil de lances de perigo do Bayer Leverkusen na Luz. Perto dos 60 minutos sentiu-se claramente uma quebra física dos encarnados. Era de antever, dado o elevado número de jogadores sem ritmo competitivo em campo. Não era de antever, que os primeiros a darem sinal de maior cansaço eram precisamente aqueles que têm mais ritmo de jogo esta temporada. Escrevo a dupla atacante: Lima e Derley (também é verdade que ambos trabalharam imenso lá na frente).

Dinâmicas tácticas das equipas do Benfica e do Bayer Leverkusen durante a 2ª parte.

Por isso mesmo, por volta da hora de jogo, "Jota-Jota" decide retirar do jogo o camisola 11, para colocar o jovem Talisca em campo. Este demora algum tempo a entrar no jogo. Após esse tempo de adaptação começa a ter o seu impacto. O Benfica recupera um pouco mais o seu jogo entre-linhas e a passe de Pizzi, Talisca faz um remate à baliza de Leno. Pouco depois, era a vez de Derley deixar o terreno de jogo e de Nélson Oliveira estrear-se na Liga dos Campeões, esta temporada. Com cerca de 15 minutos para jogar, o jovem internacional Português, tem um impacto quase imediato, sobretudo a proteger e condução da bola, mas também no capítulo do passe para o colega em melhor posição. É numa dessas acções, que o camisola 16 assiste para o remate de Talisca, naquela que é a melhor oportunidade de golo na segunda parte. Fiquei com a clara sensação que o Nélson Oliveira poderia ter entrado muito mais cedo em campo. Sobretudo, com a exibição pouco esclarecida de Lima... Falando de substituições, realço a entrada de João Teixeira por Tiago. Tanto o Ola John como o Tiago, mas também Pizzi, notavam sinais de desgaste físico. A reacção à perda até não estava a ser prejudicada, mas a tomada de decisão, claramente, sim! O jovem pupilo encarnado entrou a boa hora - mais uma vez, penso que entrou tarde - e logo numa das suas primeiras intervenções conseguiu expulsar (por acumulação de amarelos) um dos centrais do Bayer, com um excelente pormenor técnico. O João entrou irrequieto e a querer mostrar serviço. Teve no encontro um passe audaz que poderia ter sido prometedor, não tivesse sido interceptado in extremis pelo adversário...

«Trabalhámos desde o primeiro dia para poder passar. Tínhamos equipa para chegar à final da Champions e trabalhámos muito para poder seguir em frente.»
por Lisandro López

Não sou tão expansivo como o Lisandro, até porque a partir de certa altura da competição, é tudo uma questão de sorte no sorteio dos adversários que nos calham e nos jogos em si. Agora, que é verdade que tínhamos (e temos) jogadores para seguir em frente na "Champions" lá isso te(re)mos. Os parêntesis são de propósito, pois o que esta equipa tem é enorme potencial. Presentemente, falta-lhe muito "know how" do jogo e isso recente-se frente a adversários de alto calibre.

Jorge Jesus na antevisão deste encontro, dizia que pretendia encontrar mais jogadores para o que falta da temporada e penso mesmo que terá encontrado vários durante o encontro desta 3ª feira. A chamada foi ouvida pelas reservas encarnadas e praticamente todos deram boa conta do recado. Aliás, fiquei com a clara sensação que os "piores" em campo até foram aqueles que são habituais titulares/substitutos da equipa encarnada. Escrevemos então um pouco sobre cada um dos intervenientes:

  • Artur: O brasileiro não esteve particularmente mal entre os postes, mas 42% de eficácia ao nível do passe para um guarda-redes é problemático. Penso mesmo que deve ser dos piores guarda-redes a jogar com a bola nos pés e foi exactamente por isso que a sua carreira futebolística não voou mais alto, para outros campeonatos bem mais competitivos. Este capitulo aliado a uma postura corporal que parece não estar focado no jogo, não transmitem a segurança necessária para a equipa e para o público em geral. Por mim, se no mercado de inverno houver interessados, poderá sair. Prefiro o Paulo Lopes e o Bruno Varela para o número de jogos que o Artur poderá ter que fazer até final da temporada...
  • André Almeida: A meu ver o português foi o melhor jogador em campo frente ao Bayer Leverkusen. Talvez seja a braçadeira de capitão que tem poderes mágicos e transforma qualquer jogador num super jogador desde que a carregue em campo. No entanto, prefiro acreditar mais que está ali muito trabalho, muita dedicação e muito talento neste jovem. Um exemplo, para todos os jovens que estejam a começar ou que estejam à procura do seu lugar ao sol. Postura dentro e fora de campo irrepreensíveis (ver comentário que o André fez quanto à antevisão do clássico no Dragão em baixo). Em campo, o camisola 34 encarnado foi um líder na defesa. Definiu a linha de fora-de-jogo como poucos. Meteu os turcos germânicos e toda a gente que apareceu à sua frente no bolso e foi assertivo no ataque. Que mais podemos pedir? Numa altura que se fala da saída do uruguaio Maxi Pereira para o Liverpool, penso que o jogador símbolo do "jogador à Benfica" terá continuidade no André.
  • César: A César o que é de César. Quanto a mim, foi a maior surpresa no onze titular. Tendo em conta os últimos desempenhos do brasileiro, pensava que o Jesus iria recorrer aos serviços de Jardel e colocar o Lisandro López nas funções de Luisão. Logo no seu primeiro jogo de Liga dos Campeões, e a titular, fez uma exibição de encher o olho, que o fez catapultar directamente para a titularidade do onze da jornada da Liga dos Campeões da UEFA. Pode parecer que não, mas isto acaba por ser um prémio individual para o trabalho que o jovem canarinho tem tido nos últimos 3 meses. A equipa técnica encarnada está igualmente de parabéns pelo desenvolvimento deste jovem. Não é nada fácil para o miúdo ter que jogar contra praticamente todos os avançados do Bayer e sair vitorioso em todos os duelos e em todos os capítulos (jogo aéreo, intercepções, antecipações, marcações, corpo-a-corpo,...). Mais, gostei imenso da sua postura com a bola nos pés. Perante um adversário difícil como o Leverkusen, que faz da pressão elevada à saída de bola defensiva do adversário uma característica do seu estilo de jogo, o brasileiro deu "baile" e esteve impecável!
  • Lisandro López: Outro que esteve impecável lá atrás. Com e sem bola, soube sempre reagir da melhor forma. Muitas vezes criticado por algum excesso de agressividade, mas a meu ver, é exactamente essa forma de estar que o permite sempre ter os avançados no bolso. Deverá é saber ser mais matreiro, mas penso que isso vem com a experiência de jogo. Temos central e o "Licha" está cada vez mais identificado com o papel que tem de desempenhar no sector mais recuado.
  • Loris Benito: O suíço esteve em bom plano. Talvez das estreias, foi aquela mais "murcha". No entanto, não tenho muito a apontar. Soube defender bem e apoiar o ataque. Penso que só não foi mais acutilante no ataque, porque Ola John poucas vezes passava-lhe a bola quando este subia no terreno pelas suas costas, para atacar o espaço livre no ataque. Tivesse o holandês cumprir com o solicitado pelo suíço e talvez conseguisse avaliar melhor o que o Benito poderá dar-nos nesse último terço do terreno (por exemplo, qualidade de cruzamento). Em suma, gostei da sua exibição.
  • Cristante: Quem o viu e quem o vê?! O treinador do Bayer deve ter perguntado, tal como muita gente nas bancadas, quem era aquele camisola 24. É que não podia ser o mesmo que jogou em Leverkusen. O italiano é outro dos exemplos perfeitos da qualidade do processo de treino e desenvolvimento por parte da equipa técnica encarnada. A meu ver, precisa agora é de jogar e ganhar ritmo competitivo. Penso que as competições nacionais que o Benfica ainda está envolvido será o ideal para ele atingir esse nível. Qualidade está lá toda. Agora é trabalhar-jogar-desenvolver.
  • Pizzi: Está feito um senhor médio-centro área-a-área. Qualidade técnica é qualquer coisa de espectacular. A forma como segura o esférico, a forma como consegue trocar a bola de primeira com os restantes colegas, a forma como lê o jogo muito antes de a bola lhe chegar aos pés, é muito à frente. Não entendo, porque não aceito, as críticas que teimam em fazer à sua (falta de) agressividade. Foram vários os lances em que Pizzi ganhou ao calmeirão Ralfe dos germânicos, no corpo-a-corpo. Foram também vários os lances em que ele pressionou e abafou o Castro. Enfim, uma exibição de encher o olho. No entanto, foi notório o decréscimo da frescura física na segunda parte. Enquanto houve energia, o discernimento ao nível da eficácia do passe foi de 100% (até bem perto do final da 1ª parte), depois desceu como é óbvio. Muita gente considera que se o Enzo vai-se embora do Benfica a equipa descerá por aí adiante. Para mim, Pizzi é prova viva que haverá mais vida para além do argentino.
  • Tiago: O extremo português é outro jogador que foi estigmatizado e estereotipado por parte de muitos adeptos. Tenho lido muitas críticas ao jogo do Tiago. Esquecem-se é que o rapaz foi exemplar em termos ofensivos e em todos os momentos do jogo (momento ofensivo puro, momento defensivo puro, transição ofensiva, transição defensiva e bolas paradas). Muitas vezes foi a moleta ideal para André Almeida, quer defensivamente a cobrir as subidas do lateral esquerdo, quer ofensivamente, a quebrar os rins ao mesmo lateral esquerdo. Na minha antevisão ao encontro, mencionei que o Tiago seria essencial na estratégia de supressão da pressão do adversário. Foi exactamente isso que aconteceu. Foi através de Tiago, com a sua disponibilidade física e técnica (e agora, também táctica!), que o Benfica conseguiu reter a sua posse de bola. Recordo que em Leverkusen, Salvio não conseguiu reter o esférico e teve duas ou três perdas de bola comprometedoras. A meu ver, faltou ao camisola 32 mais entrosamento com a dupla atacante e estofo físico para aguentar 90 minutos de grande intensidade. Contudo, gostei muito e acho que Jesus deve dar-lhe mais oportunidades de jogar... até porque o Salvio também não tem estado por ali além, apesar dos golos que tem marcado.
  • Ola John: Enquanto o Tiago tinha uma missão mais de desequilíbrio ofensivo através de movimentos mais verticais, o Ola John tinha liberdade para pensar mais um pouco o jogo e tentar construir através de jogo interior. Ao contrário de muita gente que defende a sua tomada de decisão, penso que neste encontro este seu capítulo esteve muito abaixo. A comprovar isso mesmo está a sua eficácia de passe que por incrível que pareça foi inferior à de Tiago (o quê?! isto acontece quando as pessoas agarram-se a ideias pré concebidas...). O holandês é outro dos jogadores que tem de entrar mais vezes na equipa, pois precisa de ganhar ritmo de jogo.
  • Lima: O camisola 11 foi quanto a mim o pior jogador encarnado em campo. Duas a três oportunidades claras de golo e falhou-as todas, numa Liga dos Campeões e num clube como o Benfica é imperdoável. Principalmente, quando és o avançado referência da equipa. Acontece falhar, isso não ponho em causa. No entanto, se existem outros avançados em melhor forma ou a querer provar algo mais... Para mim, na 3ª feira não teria subido ao relvado depois do intervalo. Estava à espera de mais.
  • Derley: Não é que ele tenha jogado mal. Ganhou faltas importantes. Ganhou duelos de costas para a baliza, embora não tenha ganho muitos duelos de cabeça (a rever!). Combinou com os colegas, mas falta-lhe remate. Não se pode marcar se não houver remates para a baliza. Por vezes está próximo da grande área e tem de ter remate mais fácil.
  • Talisca: Entrou com vontade para o lugar de Lima. Tentou jogar entre-linhas e ainda ameaçou duas vezes a baliza adversária. Houve um susto com o seu estado físico após um lance com o defesa alemão, mas nada de grave. O brasileiro tem-se desenvolvido a bom ritmo. No entanto, precisa de ganhar outro estofo físico. Para além disso, tem de pensar mais rápido. Acho que isso só virá com a quantidade de jogos que irá acumular esta temporada. Daqui a uns dois a três anos estará em ponto rebuçado (se é se não for mais cedo).
  • Nélson Oliveira: Mais tarde ou mais cedo ele será o titular lá na frente. Disso eu não tenho dúvidas. Apenas precisa de ser paciente com ele e com o seu técnico. Está a ser devidamente bem preparado nos treinos. Fez uns bons 15 minutos à Benfica. Consegue aliar a técnica, a força e a táctica como ninguém. Agora, está a acrescentar mais a tomada de decisão. Nota importante e com o intuito de desmistificar as coisas: o camisola 16 não é um fusso. Criou-se essa ideia depois dele não ter feito um passe para o Djaló em Stamford Bridge, mas sim preferir o remate. Uma andorinha não faz uma primavera. Como tal, penso que a tomada de decisão dele não é assim tão má. Depois é um jogador que tem muita escola (formação encarnada). Do que ele precisa é de três coisas agora: saúde para não ter lesões, oportunidades do treinador e jogar-jogar-jogar!
  • João Teixeira: Este miúdo tem aquela centelha de qualidade inegável. Tem igualmente uma atitude competitiva que gosto muito. Depois tem uns pés capaz de expulsar qualquer um de campo e de fazer passes de 30 a 40 metros a rasgar as defesas adversárias. Se Enzo sair, terá muitas mais oportunidades para ir jogando nos jogos das taças... Para o ano faria parte do meu plantel!

«Não saímos de cabeça levantada. Saíamos de cabeça levantada se seguíssemos em frente. Sabíamos que qualquer equipa poderia ficar de fora. Fomos a única equipa que ganhou ao Monaco, fizemos quatro pontos com o Monaco e foi o líder do grupo. Portanto, por aqui se vê o equilíbrio deste grupo. De qualquer maneira ficámos satisfeitos com o jogo de hoje, mas não ficamos satisfeitos porque temos capacidade de fazer melhor do que fizemos.» 
por Jorge Jesus

Estas afirmações de "Jota-Jota" só confirmam o grau de exigência e ambição que o técnico encarnado tem consigo e com a sua equipa. Conforme mencionei anteriormente, se avaliarmos o potencial dos jogadores o Benfica tem equipa para continuar na Liga dos Campeões. No entanto, presentemente, e porque há muito jogador para ser desenvolvido, não temos capacidade para aguentarmos mais tempo nesta competição. Tivéssemos estado noutro grupo, e com estes pontos que fizemos esta temporada, dava-nos o acesso à Liga Europa, pelo menos. Infelizmente, não foi isso que aconteceu e agora temos até de ver o lado positivo de tudo isso: melhor gestão do plantel e maior capacidade para efectuar um trabalho de qualidade sobre todo o potencial que temos na equipa.

Mais do que as vendas do verão passado, a época desportiva a nível europeu ficou condicionada com as lesões de alguns jogadores muito importantes. Por exemplo, o Rúben Amorim e o Sulejmani. Acredito que a equipa técnica contava com o internacional português para a posição "6" e para fazer a ponte até Samaris e Cristante estarem devidamente ambientados ao modelo de jogo de Jesus. Por outro lado, a demora da recuperação do sérvio prejudicou o que supostamente seria outro enquadramento da adaptação do jovem Talisca. Da mesma forma, Jardel e Júlio César também tiveram um primeiro trimestre muito intermitente a nível físico. Sendo assim, ficámos privados de 4 jogadores nucleares para a manutenção do equilíbrio e da exigência requerida num teatro Europeu de operações. É que se formos a ver bem as coisas, para essas 4 posições, contámos com um Artur inseguro, um Lisandro López ainda demasiado verdinho, um Samaris desenquadrado e um Talisca inexperiente. Logo 4 jogadores para 4 posições basilares no esquema encarnado.

Escrito isto, é óbvio que em vários jogos o Jesus deveria ter tido outro tipo de opções. Estou a lembrar-me do André Almeida em Leverkusen, que poderia ter jogado de início a "6" e talvez as coisas tivessem sido diferentes. Poderia enumerar outros exemplos. Mas, também é verdade que é ele que trabalha com os jogadores diariamente. Como tal, saberá melhor do que ninguém quem está em melhores condições para desempenhar determinada função no seu modelo.

«Ao fim ao cabo o adversário foi bastante perigoso mesmo com muitas mudanças. Não envergonhou ninguém aqui no Estádio da Luz.»
por Roger Schmidt

É sempre positivo ouvir tais palavras do nosso adversário. Recordar, para aqueles que dizem que o Bayer Leverkusen veio à Luz fazer turismo, que o Benfica com este empate retirou os alemães da liderança do grupo. Mais ainda, para quem veio fazer turismo a Lisboa, porque utilizou todos os melhores jogadores atacantes neste encontro? É que a defesa encarnada teve de lidar com todo o "poder de fogo" que o Bayer tem.




P.S.: E o que dizer das palavras do capitão encarnado no final do encontro sobre o clássico de domingo?
«Desde que estou nesta casa todos os jogos são para vencer. Domingo é só mais um.»
por André Almeida 

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