22 novembro 2015

«Ser bom não é ser bonzinho»


Ora nem mais Rui. Mas, porquê só agora?


Começo este artigo por dizer muito claramente que sou defensor do projecto futebolístico encarnado. Acredito no seu potencial em termos desportivos e financeiros que nos tornarão completamente auto sustentáveis no médio e longo prazo, ao contrário de outras políticas que continuarão a ser subservientes de terceiros que muitas vezes desconhecemos.

Para um projecto destas dimensões e de ideia tão inovadora, um Jorge Jesus com uma mentalidade retrógrada do "é preciso nascer 10 vezes". Mas, também com um modelo de jogo absolutamente esgotado a nível internacional, que mais não é do que uma retentativa de revitalização do modelo de transições tão em volga na história da evolução do futebol nacional. O presente e o futuro do futebol espectáculo é aquele que foi criado em terras de nuestros hermanos com o juego de posición que faz escola com Pep Guardiola ao serviço do Barcelona. Por esse motivo é que quando Jesus sai do Benfica vi a oportunidade de ouro de se poder trazer essas ideias para a Luz. Daí que tenha defendido um treinador espanhol como o Paco Jemez, conforme podem confirmar neste artigo.

O Rui Vitória como podem ver não foi a minha primeira opção, mas nem por isso, nem por um único momento, deixei de apoiá-lo. Pensei mesmo que o Rui poderia ser esse treinador que pudesse incutir na equipa estes princípios de jogo de um futebol mais apoiado, mais de equipa e menos de individualidades, que muitas vezes se traduzia o futebol de Jorge Jesus - por exemplo, frente ao Porto, com o Jesus no banco, o Benfica nunca conseguiu ser uma equipa como o Barcelona consegue ser frente ao Real Madrid, i.e., dominante nos variados momentos de jogo.

Sabia que o Rui era um treinador de contra-ataque, mas também com os ovos que tinha em Guimarães, como poderia ele fazer mais e melhor? Como poderia competir se estava constantemente a ser mais um "professor" a ensinar os miúdos que lá chegavam a jogar futebol, do que propriamente um treinador a tentar retirar o máximo de jogadores feitos? Talvez foi essa qualidade que o presidente encarnado viu em Vitória que fez-lo ser a escolha para a equipa encarnada. Nesse aspecto não o condeno. Talvez Luís Filipe Vieira tenha pensado: "mesmo que o Vitória ainda não esteja no ponto como treinador, estou certo que vai apanhar rapidamente o ritmo e vai evoluir... depois ele é um Benfiquista". Não condeno a linha de raciocínio, sobretudo se quando as coisas correrem mal o presidente esteja presente, como já teve noutras situações ao lado de outros protagonistas...

Sendo assim, a questão não se pode colocar no lado do projecto e da direcção. Nem tão pouco devemos colocar as coisas no prisma de que o Rui Vitória não tem os meios para fazer uma boa equipa. Olhando para os planteis que ele já teve à disposição comparado com o actual do Benfica, se calhar o problema dele é ter meios a mais... Por exemplo, falando do derby, o leitor não acha estranho que o Benfica tendo duas semanas de preparação, tenha apostado em demasiados jogadores no onze titular que tiveram no máximo 4 treinos de conjunto antes do jogo? E isto num plantel, que pôde contar neste período com jogadores internacionais dos seus países como Taarabt, Carcela e Djuricic? Estou convencido que as dinâmicas ofensivas teriam sido diferentes para melhor. Mais, poderia ter utilizado a motivação extra desses jogadores sedentos em mostrar serviço num jogo de enorme intensidade, numa primeira fase do jogo e depois utilizar os habituais titulares numa fase posterior.

Eu bem que avisei para aproveitar-se o tempo de interregno por causa das selecções para se preparar para o derby. Havia jogadores mais do que suficientes para tal. A estratégia adoptada por Rui Vitória até não foi errada. A equipa emocionalmente falando não poderia entrar em Alvalade tão exposta tacticamente como foi nos primeiros dois encontros frente ao Sporting esta temporada. Os tais princípios do modelo de jogo de futebol apoiado que defendo estão muito longe de estarem assimilados. Uma estratégia mais defensiva e de contra-ataque rápido, com a qualidade dos nossos executantes seria mortal para um Sporting do Jorge Jesus que ao contrário do que muita gente quer fazer transparecer, não é uma super-equipa. Aliás o golo encarnado põe a cru as debilidades defensivas que o Sporting tem.

É verdade que a arbitragem condicionou imenso o nosso jogo. Sobretudo, porque o Sporting recorria constantemente à falta quando procurávamos a transição ofensiva e o árbitro fazia vista grossa à quantidade de faltas sucessivas que os verdes-e-branco faziam. Mas, mesmo isso não foi espanto para mim. As declarações de Rui Vitória no final do encontro pecaram por tardias. O treinador encarnado deveria ter dito logo antes do encontro, na conferência de imprensa algo como: "estou preocupado com o condicionalismo com que a equipa de Jorge Sousa poderá entrar em Alvalade, dado às constantes tentativas de coacção de dirigentes leoninos nas últimas semanas". E para rematar com essa história deveria dar soluções como por exemplo: "não só acho que o conselho de disciplina da Federação deveria ser mais célere e implacável neste tipo de tentativas de coacção por parte de dirigentes, como também acho que mais do que se falar em video-árbitros deveria-se apostar em equipas de arbitragens reforçadas com mais 2 elementos... afinal de contas o Europeu do próximo ano será esse o modelo que vai ser implementado". Penso que assim, não só estaria a anular completamente o efeito dissuasor do Sporting perante a arbitragem, como também estaria a apresentar uma ideia praticável e que interessaria muito à arbitragem nacional. Ou seja, fazendo o bem estaria a ganhar indirectamente a boa vontade de terceiros. Não é isto que também vem na "Arte da Guerra" de Sun Tsu?!

Como podes ver Rui, bastava praticares o que o teu livro diz. Ah! E mais uma coisa: o respeito não se pede e não se exige... conquista-se!

23 comentários:

  1. A reacção de RV cheira a recado encomendado de quem não tem co..ões para o vir dizer pessoalmente.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A reacção do RV a meu ver é igual a de muitos treinadores perante situação idêntica. A questão é que tudo isto era previsível e ele poderia ter jogado noutros campos para além de melhorar muito a sua performance no campo de treino.

      A verdade é que bem lá no fundo ele sente que foi comido de cebolada e foi um bombom nesta história toda. Será que esta experiência irá servir para ele evoluir? Vamos ver... tenho as minhas dúvidas... neste momento é o Rui Vitória que nos deve!

      Eliminar
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
    3. E vamos esquecer quem fez a sua escolha?

      Eliminar
    4. Eu penso que a escolha foi bem feita. Pessoalmente, teria seguido outra escolha, mas todas elas apresentavam riscos. Por exemplo, Paco Jemez nunca treinou uma equipa do nível do Benfica. O Marco Silva apesar dos bons resultados no Sporting, nunca chegou a apresentar um nível futebolístico elevado. O Paulo Fonseca idem com a sua passagem pelo Porto, onde não conseguiu resistir à pressão. O Vítor Pereira vê-se as dificuldades com que tem sido a sua carreira como treinador a nível internacional e mais recentemente no Fenerbarçe. O Paulo Sousa parecia o mais equilibrado a nível técnico, mas o seu passado no Benfica deixava muito a desejar.

      Face a tudo isto, percebo a decisão do Luís Filipe Vieira, embora teria apostado no Paco Jemez, pelo motivos já referidos.

      Eliminar
    5. Mas se a escolha foi bem feita porque se critica o resultado que era previsível face ao que mostrou no Guimarães?

      Eliminar
    6. Ele no Guimarães não conseguiu mostrar mais porque era mais um formador/professor do que um treinador lá.

      Repara como quando ele estava a estabilizar a equipa do Guimarães a direcção deles vende-lhe o jogador mais em evidência, o Hernani ao Porto. Repara como a partir desse momento, à uma inflexão nos resultados e nas performances da equipa até ele conseguir estabilizar novamente, isto depois de formar outro jogador o Bernard...

      E sinceramente, o Guimarães de início da temporada não era um Guimarães de apenas jogar em contra-ataque.

      Eliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  3. Muito bom post.
    100% de acordo.

    CARREGA BENFICA!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado pelo elogio Nené! ;)

      Eliminar
  4. O que vale é que em Junho/Julho/Agosto quando eu dizia o que iria acontecer tu me criticavas e dizias que o LFV percebia de futebol e sabia o que estava a fazer, está-se a ver quem tinha razão

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho um erro de validade e veracidade lógica acharmos que com outro treinador as coisas seriam muito melhores.

      Pessoalmente, preferia o Paco Jemez, mas mesmo com o espanhol não posso afirmar a 100% que estaria tudo na perfeição. Uma coisa é certa, a escolha foi feita e perante os critérios foi bem feita.

      Qualquer treinador da lista de possíveis para treinar o Benfica, dos que poderíamos suportar e dos que cumpriam com o perfil adequado a levar para a frente o projecto, o Rui Vitória até era talvez o que mais preenchia os requisitos.

      Agora, dada a oportunidade, cabe a ele e só a ele aproveitar e fazer pela vida.

      Eliminar
    2. Um treinador que não sabe jogar em posse, que é mediocre em organização ofensiva, nunca pode treinar o Benfica isto é demasiado óbvio para qualquer pessoa que perceba de futebol e também era em Junho, na altura em que tu e outros diziam que era a estrutura que ganhava os jogos..

      Logo Rui Vitória nunca podia ser treinador do Benfica porque é medíocre em aspectos do jogo que são fundamentais para uma equipa grande jogar..

      E na devida altura eu avisei isto, mas tu no alto da tua sabedoria dizias que eu não percebia nada de futebol e que quem sabia era o LFV, ok tremendo loool...

      Eliminar
    3. Em Portugal não há nenhum treinador do futebol profissional que saiba operacionalizar o "jogar em posse". Esse modelo de jogo não faz escola em Portugal.

      O Benfica de Jesus não era uma equipa que soubesse jogar em posse. Jogar em posse não é ter 60 ou 70% de posse de bola num jogo. É conseguir circular e gerir os ritmos de jogo com a bola em posse. Algo que por exemplo o Benfica de Jesus nunca soube verdadeiramente fazê-lo, daí que tenhamos tido imensas dificuldades na Europa e nos encontros mais nivelados a nível nacional.

      O Rui Vitória não é um fora-de-série, ou pelo menos (porque quero manter-me optimista) não tem apresentado os níveis de trabalho e de evolução de um fora-de-série. Sinceramente, apesar das boas campanhas do Marco Silva, do Vítor Pereira e do Leonardo Jardim, nenhum deles é igualmente um fora-de-série. Todos eles não sabem verdadeiramente operacionalizar um jogo de posição, daí que as suas equipas são fundamentalmente equipas de transição. Dos treinadores Portugueses que andam por aí e da nova guarda, talvez somente o Paulo Sousa tenha o perfil e visão para implementar tal estilo. Contudo, neste momento parece-me quase impossível a sua vinda, não só porque o futuro dele passará pelo top 5 das ligas mundiais, mas também por causa do seu passado na Luz.

      Mas, voltando ao Rui Vitória, o que ele está a sentir neste momento é algo que eu já esperava e penso que o próprio LFV também já estava à espera. O que também estava à espera era de ver a forma como o RV iria lidar com estas dificuldades e como ele iria evoluir.

      Ele tem de saber aproveitar esta oportunidade que lhes estão a dar. É uma oportunidade única. Trata-se de um projecto aliciante. O presidente e toda a estrutura encarnada ao contrário do que muita gente faz querer transparecer, está do lado do treinador. Portanto, este agora tem é de trabalhar e evoluir, sob o risco de ficar pelo caminho, ou porque as pessoas deixam de acreditar no seu potencial ou acontece algo como aconteceu com o Paulo Fonseca, i.e., ele próprio deixa de acreditar no seu potencial e cai fora.

      É fácil dizer que eu bem avisei e tal. O problema é que isso é uma falácia, pois na realidade nunca poderemos dizer isso, uma vez que não sabemos o que teria acontecido se tivéssemos optado por outra solução.

      O que devemos entender e perceber é que retirando os critérios emocionais e colocando em cima da balança critérios como perfil identificativo com o projecto do Benfica, perfil de um treinador que seja Benfiquista, perfil de um treinador com potencial e com sucesso desportivo,... o Rui Vitória parece-me preencher os requisitos, daí que não se possa crucificar levianamente quem lhe tenha escolhido.

      Eliminar
    4. Critérios emocionais? isso tens tu, que para ti o teu critério de análise é "se é do Benfica então é bom"

      E não é fácil dizer "eu avisei", pelo contrário, porque eu avisei no seu devido tempo, em Junho/Julho/Agosto quando tu e outros me acusavam de eu não perceber nada de futebol e o Rui Vitória era o ideal porque quem percebia de futebol era o LFV, tremendo LOOOL

      Depois insistires que o RV tem capacidade para treinar o Benfica, quando precisamente mostrou o oposto no Guimarães (ajudava teres os visto os jogos e não apenas olhar para uma classificação), é sim a prova que olhas apenas com critério emocional, e naõ consegues analisar as coisas de forma fria

      Rui Vitória nunca podia ter sido treinador do Benfica, porque é incompetente e incapaz, pois não tem qualidade suficiente enquanto treinador para treinar uma equipa como o Benfica,...o Guimarães sempre foi muito fraco a nível de processos colectivos, sempre foi fraco a defender e ofensivamente resumia o seu jogo a chutão para a frente ou bola nos extremos rápidos e eles que resolvam...isto é de um treinador da distrital

      Isto para não falar que o Guimarães defendia com muitos mas defendia quase sempre mal, para além da equipa nunca jogar em bloco...

      Isto tudo eu avisei em Junho, precisamente porque não analisei com critérios emocionais mas sim critérios reais e tu só sabias dizer que eu não percebia nada de futebol e quem percebia era o LFV e tu...esta-se a ver quem tinha razão..

      Eliminar
    5. Se o meu critério de análise é "se é do Benfica então é bom" então porque é que eu queria o Paco Jemez?!

      Ó Kafka... menos companheiro. Achas mesmo que eu quero o mal da minha equipa?

      A diferença é que ao contrário de ti, eu não baseio a minha opinião em fundamentos como a empatia ou o estar na moda.

      O Rui Vitória está a ter as mesmas dificuldades que o por exemplo o Paulo Fonseca teve no Porto, ou o Marco Silva teve no Sporting na época passada, ou que o Leonardo Jardim teve no Sporting na época anterior, ou que o Jesualdo Ferreira teve no Benfica. Nem todos podem ser um José Mourinho. Nem todos têm a sorte de aprender com grandes mestres como o próprio Mourinho teve oportunidade.

      No duelo com o Jesus o que estamos a assistir é que o Jesus tem uma carreira de 30 e muitos anos de futebol, com uma metodologia de treino bem definida e aprimorada pelo tempo. O mal dele é ser limitado em termos de ideias de jogo. Os equilíbrios defensivos e ofensivos que ele criou não é mais do que ir buscar umas nuances de uns modelos e colar no dele. Ou seja, o modelo dele tem falhas graves. Pena é que em Portugal não haja melhor do que ele na operacionalização do treino. Algo que o Rui Vitória estará com certeza a evoluir.

      No Guimarães o Rui Vitória enquanto teve bons executantes e não teve que formar os miúdos, como por exemplo o Hernani, estava a fazer um campeonato imaculado. Depois da saída deste teve que formar miúdos e mudar o esquema táctico. Recuou o André André que até lá era o Enzo dos pobres. Enfim, criticas o Guimarães, mas por acaso sabes qual é o orçamento daquele clube naquela altura? Dou-te uma dica: o vencimento do Luisão dava para pagar os ordenados todos daquele plantel!

      Enfim, já te interrogaste porque é que achas que ando a defender o Rui Vitória, quando eu até prefiro o Paco Jemez? É porque não concordo com a linha de raciocínio leiga que está muito em voga.

      Estás errado em pensar que com outro as coisas estariam muito melhores. Isso nunca iremos saber.

      Por fim, a temporada ainda não terminou. Vamos ver como reagirá o Rui Vitória a partir deste momento.

      Eliminar
  5. Muito bom post. Mas penso que começámos a perder a época quando se escolheu vitória para timoneoro. Curiosamente falei também em jemez ou em última análise, marco Silva. Mas falar agora é fácil. Há hipótese de mudar o rumo das coisas. É preciso é ter tomates para isso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Jemez em Portugal seria uma lufada de ar fresco e estou certo que iria catapultar a nossa formação para outro nível, pois iria implementar uma filosofia de jogo e de treino ímpares.

      O problema que se poderia prender com o Jemez seriam dois: o primeiro é que ele nunca treinou um grande e o segundo prende-se com a forma como a comunidade de treinadores nacionais iriam recebê-lo. Basta ver o que sucedeu com o Quique Flores e como minaram a sua imagem. E, em parte com o que está a acontecer com o Lopes lá no Porto. É o corporativismo dos treinadores nacionais a fazer efeito.

      O futebol Português com todo o talento que possui iria ganhar imenso com uma filosofia de jogo que ele defende. É um treinador que segue a mesma filosofia de Guardiola, de Enrique e de outros que proliferam neste momento na La Liga.

      Falta a este Benfica alguém que incutisse princípios de jogo tão básicos como a simples circulação da bola por todos os jogadores da equipa. Algo que nenhuma equipa em Portugal faz como deve de ser.

      Eliminar
    2. "princípios de jogo tão básicos como a simples circulação da bola por todos os jogadores da equipa"
      E viste esses princípios básicos no jogo do Guimarães? Só LFV os pode ter visto!

      Eliminar
    3. "É preciso é ter tomates para isso".
      LFV nunca foi um grande "tomateiro", será mais um eucalipto, seca tudo à sua volta!

      Eliminar
    4. Por acaso até acho que o presidente tem sido muito corajoso. Pelo menos não é daqueles que lidera de fora para dentro. Ou seja, neste momento seria muito fácil para ele deixar cair o Rui Vitória. Mas, fazendo isso estaria a cuidar do melhor para o Benfica ou do melhor para ele?

      Não achas que seria muito mais populista da parte dele trazer um treinador que o público gosta e correr o risco de dar por perdido a época, quando ainda há muito para competir?

      O que diriam os seus mais directos opositores disso? E se essa mudança não surtisse efeito (como seria o mais provável)?

      É verdade que o Benfica apela às nossas emoções, mas acho que devemos ser um pouco mais racionais.

      Eliminar
    5. Este último comentário era sobre uma afirmação do Borrego das Cartas.
      Essa afirmação está entre aspas.

      Eliminar
    6. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar