13 novembro 2015

Rumo a França 2016


Saber aproveitar estes momentos para poder construir um sólida preparação para a fase final do Europeu em França no próximo verão. São estas as bases para Fernando Santos.


O seleccionador nacional, pelo que podemos ver pela convocatória, está a proceder bem. Depois de assegurar a qualificação para a fase final do Euro 2016, quer agora ver novos jogadores que possam ser opções no curto e médio prazo para a selecção nacional. As convocatórias de Rúben Neves e de Rafa Silva, podem ser um pouco inesperadas, até porque vêem colmatar as impossibilidades, por lesão, de João Moutinho e de André Gomes, respectivamente. Contudo, até podem revelar-se bastante úteis para a avaliação que Fernando Santos teria que fazer mais tarde ou mais cedo sobre estes dois jogadores.

Face à convocatória inicial, penso que o Fernando Santos tem previsto uma selecção a apostar num esquema táctico muito tradicional do futebol nacional: o 4-3-3 (mais concretamente o 4-1-2-2-1). No entanto, as entradas de Rúben Neves e de Rafa Silva, poderão fazer com que o seleccionador nacional possa testar outros esquemas como o 4-2-3-1 e até mesmo o 4-4-2 mais clássico. Estou curioso por ver que modelo de jogo irá optar. Se pelo tradicional modelo de transição rápida português ou se por um modelo mais "espanholado" de posse de bola e ataque posicional.

Face ao exposto, espero que nos dois jogos que a selecção vai fazer (frente à Rússia e ao Luxemburgo), o Fernando Santos possa apresentar os seguintes dois onzes titulares:

  • 1º onze: Rui Patrício; Cédric Soares, Rui Fonte, Luís Neto e Raphäel Guerreiro; William Carvalho, João Mário e Rafa Silva; Bernardo Silva, Nélson Oliveira e Gonçalo Guedes. Vantagem: guarda-redes titular da selecção, lateral direito e central do lado direito já com rotinas de clube, o mesmo para o meio-campo, e o ataque formado pela formação encarnada. Desvantagem: muita juventude


  • 2º onze: Anthony Lopes; Vieirinha, Pepe, Bruno Alves e Eliseu; Danilo Pereira, Rúben Neves e André André; Ricardo Pereira, Lucas João e Nani.
    Vantagem: habitual defesa titular da selecção nacional nesta fase de qualificação, meio-campo do Porto mais o craque André Gomes e ataque com um jogador da classe do Nani. Desvantagem: com tantos jogadores já consagrados poderá haver uma quebra de índices de concentração.

Notas finais:
  • O guarda-redes Eduardo pode jogar nos dois onzes e seria sempre o jogador de reserva.
  • Destaque para a polivalência dos jogadores em cada um dos onzes, permitindo variações tácticas dentro do jogo, por exemplo, mudar de um tradicional 4-1-2-2-1, para um 4-2-3-1 ou até mesmo um 4-4-2.
  • Gostaria de testar os onzes desta forma, porque penso que poderia tirar-se bastantes ilações sobre os atletas em questão uma vez que jogariam nos lugares onde rendem mais e com os companheiros mais familiarizados.
Os meus dois XI para a selecção nacional.

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