02 setembro 2014

3ª Jornada: Benfica - Sporting


Análise ao Derbie da 2ª circular.



O Jogo
Foi um excelente derbie, com oportunidades de golo de par a par. O Benfica começou o encontro a todo o gás, muito graças ao dinamismo da asa direita encarnada, com a dupla sul americana formada por Maxi e Salvio. A dinâmica criada por estes dois foi de tal ordem que originou o primeiro golo da partida, por parte do argentino Nico Gaitán.

Depois do golo, o Benfica continuou em alta e esteve perto de conseguir balançar as redes leoninas, até que num lance aparentemente controlado, aparece o factor Artur. Este atrapalha-se com a bola após atraso correcto do lateral esquerdo Eliseu e na tentativa de retribuir num passe em chapéu sobre o adversário, este sai de "abas curtas" e é ressaltado no avançado Carrillo que é aproveitado pelo avançado argelino Slimani, para fazer o empate.

A partir deste momento, o Benfica perde o controlo do jogo, mais por causa própria do que propriamente pelo adversário. A verdade é que um guarda-redes seguro transmite uma segurança no sector traseiro que permite a restante equipa sentir-se mais confiança para ir para cima do adversário. Mais perto do intervalo, nota-se claramente uma melhoria da performance do Benfica.

Na segunda parte, os pupilos de Jorge Jesus regressam em força e têm várias oportunidades para marcar golo. No entanto, não foram concretizadas e o "ar dentro do balão esfumou-se". Foi nessa altura que o Sporting conseguiu pegar novamente no jogo e conseguiu criar mais uma ou outra ocasião de golo. O jogo arrastou-se para o seu final cada vez mais partido, até porque o Sporting retirou um meio-campista para colocar um avançado, jogando numa espécie de 4-4-2 (4-2-3-1).


A Crítica
Notar que o facto de Marco Silva ter mexido na equipa durante a 2ª parte, muito antes de Jesus ter feito a sua substituição, conferiu maior frescura física ao futebol dos verdes-e-branco. Uma das críticas que coloco ao Jesus é exactamente essa: porque é que não mexeu antes na equipa? Porque é que não fez entrar mais cedo jogadores como Bébé, Ola John e até mesmo Derley, que só entrou aos 85 minutos de jogo... Fiquei com clara sensação de que o Benfica poderia ter feito mais neste encontro...


A Figura
Neste encontro poderia destacar a dinâmica de Maxi e de Salvio, ou até mesmo a execução de Gaitán, mas quem foi mesmo a figura do encontro (e para o mal) foi o guardião brasileiro Artur. Se havia questões sobre quem deverá ser o titular da baliza encarnada, mesmo depois das recentes boas exibições de Artur, penso que este encontro dissipou-as. A meu ver e conhecendo todo o currículo do Júlio César, até é um crime deixar este no banco.


As Carências
Em termos defensivos, estou convicto que com a entrada de Júlio César no onze, a nossa defesa ficará muito mais sólida e confiante. Relativamente ao meio-campo, André Almeida fez uma exibição esplêndida frente a um meio-campo leonino, que contava sempre com mais um elemento do que o encarnado. Aliás, nesta posição espero que o Jesus continue a apostar no jovem internacional português. Os recém reforços Samaris e Cristante deverão adicionar qualidade e quantidade no centro do terreno.

Nas alas, não faltam opções para todos os gostos. Quanto ao ataque, temos imensos avançados, mas falta-nos alguém com qualidade inequívoca e que consiga fazer a ligação meio-campo para o ataque. Talisca tem sido opção de Jesus e é claramente uma aposta do treinador para aquela posição. No entanto, apesar de todas as melhorias, o jovem brasileiro está ainda a uma ou duas temporadas da maturação ideal para aquela posição. Confesso que entendo a ideia de Jesus de utilizar um jogador daquela envergadura física naquela posição de campo. Contudo, será que não haverá no plantel outros jogadores tão bons ou melhores para jogar entre-linhas?! Será que Nélson Oliveira não poderia fazer a posição? E, o Pizzi? Não poderá ser solução nessa posição?






P.S.: Gostaria que o Benfica tivesse materializado a contratação do avançado Joel Campbell ao Arsenal no fecho do mercado. Seria de facto um jogador que embora novo tem outra maturidade futebolística para aquela posição "10" do ataque encarnado.

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