01 outubro 2017

De todos os que estiveram em Basileia...


... foram os que menos mereciam tamanho resultado.


Não gosto de perder, nem mesmo a feijões. Penso que não sou o único a pensar desta forma. Aliás, penso mesmo que o adepto encarnado é o adepto mais exigente que existe. Basta para isso olharmos para as constantes críticas que fazemos à nossa equipa, mesmo quando ela vence os seus jogos. Isso não é mau. É sinal da nossa exigência e da nossa grandeza. E, se isto, por si só, já era motivo mais do que suficiente para ficar mal disposto com o resultado que o muito bem organizado Basileia nos impôs na passada quarta-feira, a verdade é que aqueles adeptos encarnados que encheram o estádio do Basileia e formaram quase uma espécie de mini-estádio da Luz na Suíça, não mereciam de todo tal resultado.

A desilusão e a vergonha da equipa encarnada pela derrota expressiva frente ao Basileia.

Estamos a falar de uma comunidade de emigrantes portuguesa que é uma das maiores em terras helvéticas. Muitos deles que partiram de Portugal com uma mão à frente e outra atrás, à procura de melhores condições de vida e, acima de tudo, de trabalho, algo que escasseia em Portugal, sobretudo, depois das graves crises económicas no início desta década. Estamos a falar de portugueses que quando lá chegaram tiveram que trabalhar muito, que nem mouros, para conseguirem muitas vezes fazer face a atitudes xenófobas que todos sabemos acontecer. Por todos esses e mais alguns motivos, este era um jogo que o Benfica deveria ter ganho, ainda por cima, quando este ano a selecção nacional já por lá passou e perdeu. Os próprios jogadores do Benfica, mesmo tendo inúmeros estrangeiros, perceberam e sentiram a desilusão de não terem proporcionado isso mesmo a esses enormes adeptos que mesmo assim cantaram até ao fim «eu amo o Benfica».






P.S. 1: Sobre futebol propriamente dito, este encontro deu para entender várias coisas. A primeira, é que o Basileia ao contrário do que muita gente vinha a dizer, tem um conjunto bem interessante de jogadores (gostei imenso do Éder Balanta) e, acima de tudo, muito bem orientado. Vinha com a lição perfeitamente estudada sobre como anular todos os pontos fortes do Benfica. A turma de Wicky é uma equipa muito bem organizada num 3-4-3 que soube retirar por completo do jogo o Jonas, distanciou o Fejsa e com isso isolou o Pizzi no meio-campo. Sem extremos e laterais assertivos no seu jogo, o maestro português ficou completamente isolado e há mercê de uma equipa helvética muito à imagem do seu treinador, um antigo médio defensivo e internacional suíço. Sim houve excesso de dureza em alguns lances, mas o Benfica já anda nessas andanças há muito tempo e deveria ter sabido responder em concordância. Este é o segundo ponto que merece ser referido. O terceiro, é que fiquei completamente esclarecido sobre a condição para o alto rendimento de jogadores como o Júlio César, o Luisão, o Jardel e o Jonas. Se para o consumo interno ainda dá para os gastos, para chegar a uns oitavos-de-final da Champions, penso que são curtos. O quarto ponto, é que face a este factor, mais o facto de ainda haver muita gente nova que precisa de elevar o nível (por exemplo, Zivkovic, Cervi e Grimaldo), o Rui Vitória deveria apostar num modelo de jogo mais conservativo para não se expor tanto. Percebo que ele até tentou camuflar o tradicional 4-4-2, numa espécie de 4-2-3-1, utilizando a mobilidade de Jiménez e Zivkovic. Contudo, faltou tempo de maturação desse modelo e, como tal, foi uma autêntica banhada. Por fim, o quinto ponto, vem para o facto de achar curioso o seguinte cenário do Benfica. Perdemos por 5 golos na Champions e no campeonato estamos a 5 pontos da liderança... tudo isto, num ano em que podemos ser P3N7A! É bom lembrarmos disso, assim como é bom olharmos bem para esta pesada derrota e aprender com os erros.





P.S. 2: Gostei muito da forma como o Rui Vitória ontem terminou com a conferência de imprensa. É mesmo isso Rui, é tempo de trabalhar!


40 comentários:

  1. Eu vi ontem o que se aprendeu com Basileia vi. Depois de um fim-de-semana em que a família me deixou ver o Borussia, o City e ontem o Wednesday, ver o Benfica tornou-se masoquismo puro e duro.

    Mais do que 343 442 433 ou outras combinações de algarismos, a questão chave é mesmo «tempo de maturação desse modelo e, como tal, foi uma autêntica banhada». Ou melhor, como tem sido banhada atrás de banhada.

    Não se percebe Ruben Dias na bancada quando, com um pé engessado, é melhor que os outros todos.

    Não se percebe a insistência em Douglas só nos treinos quando Almeida está desgastado, e depois de Basileia não devia sequer jogar até cumprir o castigo da UEFA. Será que Douglas vai ser um novo Pedro Pereira que treina, treina, treina e quando tem 1 ou 2 jogos maus torna-se proscrito?

    E que dizer do chutão para a frente? Como disse noutro comentário, há fazer passes longos e há o chutão para a frente. O Benfica devia fazer os primeiros, mas o que se nota são os segundos.

    ...Neste momento nem me apetece falar dos jogadores. Há guiões tão maus, mas tão maus, que nenhum bom actor os salva. Este Benfica, a fazer relembrar os primeiros 3/4 meses de RV, é um desses guiões.

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    1. Eu acho que a partir de agora, o Rui Vitória tem moral para fazer todas e quaisquer mudanças dos jogadores que joguem a titular.

      O Júlio César, o Luisão, o Jardel e até mesmo o Jonas são neste momento mais problema que solução.

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    2. Como a partir de agora? PP, há quatro jogos, pelo menos, que RV tem toda a legitimidade e o apoio da massa adepta para tirar quem quiser do 11 titular. Então depois de Basileia, se ele tivesse alinhado nos Barreiros com a equipa B, a malta perdoava porque "era preciso passar uma mensagem".

      Discordo em absoluto que Luisão e Jonas sejam parte do problema. Queres falar de problemas individuais, tens o Jardel, o Lisandro e o André Almeida. Na baliza estamos mal habituados (dos últimos 4 titulares na baliza, 3 deles tinham nível Mundial) e JC sendo parte da solução, não é necessariamente parte do problema.

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    3. O apoio da massa adepta é uma coisa. O mais importante é o apoio do grupo de trabalho, porque no fim disto tudo são eles que estão lá a correr. Não podes ter estes tipos a correr contrariados, porque basta uma coisa falhar para eles próprios olharem para ti desconfiados. Eles têm de perceber que o mal está no grupo. Não em A, B ou C. E, a solução está também no grupo e não em X, Y e Z.

      O Luisão e o Jonas não aguentam 90 minutos a fazerem 3 jogos por semana. Pura e simplesmente isso. Têm de ser geridos de outra forma. O camisola 10 na segunda parte já nem pressiona o adversário na saída de bola. Já o Luisão, no segundo tempo já não acompanha a equipa quando esta vai para o ataque, pelo que quando sofre transição defensiva este está bem atrás e o resto da equipa bem à frente.

      Depois, o Júlio e o Jardel estão em baixo de forma. E, embora possuam muita experiência, elas não são o suficiente para suprimirem essa lacuna, neste momento.

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    4. Afinal quem tinha razao quando escreveu aqui , que o Benfica precisava de reforços?
      Quando antes de começar o campeonato disse que rafa não faz nada ?
      Quando disse aqui quw Júlio César já não tem golpe d rins .
      Quando disse que se era para apostar em Felipe Augusto apostasse na formação.
      Quem disse aqui que este ano o Benfica tinha que apostar forte , que ainda não contente venderam o mitroglou ?
      Pois é e andavam a dizer que era defesa que era um buraco e eu dizia que era tdo. Vao la atrás e vejam os meus comentários no mês 7 . E leiam os vossos e depois voltem ao presente.
      Na altura assinava como Bruno.
      Aquele que achava que carcela fez mais bem mais que rafa .

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    5. Mas andamos a brincar?! Então mas alguma vez um suposto modelo de jogo demora 3 anos a ser posto em prática?!
      Saírem o Semedo e o Ederson ou o Manel ou o António não justifica a incapacidade da equipa meses depois quando houve reforços que não sao dadas oportunidades. Mesmo que o tecnico quisesse outros só tem de trabalhar com o que lhe dão ou por lugar à disposição. Mais se a equipa não consegue sair da pressão alta com que sempre teve problemas desde que este treina o SLB, ele não consegue ver isso? É Vieira ou o Mendes que lhe tem de dizer isto?

      Todos os treinadores em Portugal já perceberam como travar esta equipa. Alguém acha realmente que a jogar assim temos hipóteses contra o Porto por exemplo?
      Gosto de ver o que aparece no Lateral Esquerdo de vez em quando, ainda que discorde de algumas coisas, e ainda no outro dia esta ali um post exactamente sobre como a saída de Bola dos lagartos foi deliberadamente limitada pelo Conceição para tirar Gelson ao maximo

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    6. * do jogo! Como será com Luisão o tiver de fazer com Almeida como unica opção para entregar a bola?!

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  2. Uma nota quanto ao abandono da conferência. As palavras podem não ser as de outros, mas a atitude é a mesma. RV desiludiu-me imenso com aquilo e com o xico-espertismo do "tenho um avião para apanhar". Se começa a resvalar para isto sem demonstrar capacidade para no campo de treinos dar alguma coisa à equipa, para mim acabamos piores do que noutros tempos em que um treinador nos dava vergonha alheia...

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    1. Acho que ele teve muito bem na conferência de imprensa que antecedeu o jogo contra o Marítimo. De facto é tempo de trabalho e pouca conversa.

      Agora, ele neste momento tem de tomar decisões e daquelas difíceis, ou seja, daquelas que terá de cortar com estatutos na equipa.

      Como já referi acima, penso que os mais experientes, são aqueles que mais têm tremido ou desaparecido em campo. O Júlio César ontem, teve muitas culpas na abordagem à Casillas no golo do Marítimo. O Luisão não oferece nada com bola e sem ela começa a não ser tão imperial quanto isso. O Jardel joga por decreto, só pode (e tu ainda falas mal do Lisandro, pá!). E, depois o Jonas, um sentimento agridoce... minto, doce e agri, pois marca o ponto e fica o resto do jogo a olhar para os companheiros.

      Está na hora de meter sangue novo. O RV tem de fazer o que fez na primeira época, ou seja, arriscar nos putos. E, olha que ele tem jogadores para arriscar: falaste no Douglas, no Rúben Dias, mas posso falar no Slivar, no Rafa, no Gabriel Barbosa e Seferovic. Nem que para isso tenha que alterar um pouco o modelo de jogo.

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    2. É tempo de trabalho e pouca conversa, mas aquela atitude dele é de um xico-espertismo incrível para uma pessoa que eu tinha em muito melhor estima. Já esteve a ser bem mais apertado pela imprensa, nomeadamente no primeiro ano, e saiu de cena por cima. Agora escolheu chafurdar na lama. Seria quase melhor que se tivesse saído com um "olhem tenho de ir cagar, desculpem lá qualquer coisinha".

      Jardel ser um buraco não torna Lisandro nem bom nem aceitável. Simplesmente torna-os aos dois impróprios para estas andanças. O que é inaceitável é que Rúben Dias tenha 3 jogos ao nível que tem e depois desaparece. Que o puto seja o nosso melhor central é que preocupa. Porque é puto, porque está a aprender e porque precisa de alguém que lhe ampare os golpes.

      Luisão nessa lógica é o nosso segundo central. O que dói é perceber isso. Jonas não causa agruras nenhuma. Não se lhe pode pedir que venha à defesa buscar bolas, que finte meia equipa adversária e que depois entregue com qualidade. No Mundo só há um tipo capaz de fazer isso e mesmo ele não o faz 90 minutos por jogo, 2 jogos por semana. A questão é mesmo de como estamos a fazer a bola chegar lá à frente.

      Reagimos mal à perda e não transportamos coisa nenhuma quando temos a bola. É a receita para o desastre. Já disse noutros locais, ver jogadores como Cervi ou Ziv, que gostam de ter bola no pé, apesar de fazerem coisas diferentes um do outro, com espaço e sem oposição para progredir e a optarem por bola longa sem critério, faz doer a alma. Como esperas ver Jonas se a tua forma de fazer lá chegar a bola é charutada para a molhada? Quer dizer, consegues ver sequer o Jiménez? Ou o #esferovite?

      Não pá, há jogadores em sub-rendimento é certo, mas há muita má preparação da época e acima de tudo uma incapacidade da equipa técnica em se adaptar a uma nova realidade. As saídas eram conhecidas desde Fevereiro/Março e não há motivo nenhum, que não seja incompetência ou soberba, para que não se tenha trabalhado, em parceria com a equipa B se necessário, para se começar a colmatar essas saídas.

      Toda a conversa do RV de "para o ano experimentamos umas coisas novas do ponto de vista táctivo" (não terão sido essas as palavras exactas) apenas se traduziu até agora em "para o ano voltamos a jogar como quando eu cheguei".

      Quanto aos jogadores de que falei, Ruben Dias é neste momento o nosso melhor central e está a valorizar os bancos onde senta o rabo. Douglas e Svilar não faço ideia chegaram quase há mês e meio e têm uns estonteantes 0 minutos de jogo, apesar de serem "reforços" para posições onde necessitamos mesmo de mais qualidade do que temos tido. Gabriel Barbosa parece claramente não dar características novas à frente de ataque e tanto pode ser um Jonas Jr como um Jara Jr. Tem apontamentos interessantes no entanto, mas fica difícil dizer quem joga. Já percebi que neste momento querias ver uma dupla Sef/Jim, mas como achas que a equipa jogaria com essa dupla? (Não como tu jogarias, como RV colocaria a equipa a jogar com base no que tens visto.)

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    3. 1) Não achei xico-espertismo nenhum. Acho é que ele não te caiu mesmo no goto e só vais tolerá-lo enquanto ele ganhar...

      2) Também não concordo com a saída do Rúben Dias. Mas, acredito é que o RV tenha pensado o seguinte: o Jardel já está recuperado, tem mais experiência e rotinas de jogo com o Luisão, é um jogo de Champions e com um adversário mais potencialmente mais fraco, logo o ideal para dar minutos ao brasileiro que poderá dar outra acutilância defensiva nesta fase menos boa. Lixou-se, mas o raciocínio não estava incorrecto.

      3) O Luisão em qualquer lógica seria o 3º ou o 4º central.

      4) O Jonas tem é de trabalhar mais sem bola e ser o primeiro defesa. Não podemos ter apenas o Seferovic ou o Raúl a pressionar lá à frente. E, isto não significa que ele tenha de correr mais. Tem é de ser mais inteligente na forma como defende, ou seja, cortando linhas de passe e com isso retardar a saída de bola do adversário.

      5) Os nossos extremos têm quase todos eles hábitos de avançados interiores. Esse é um problema para a dinâmica de construção do meio-campo em que eles estão incutidos, pois ao invés de procurarem uma solução colectiva, tendem sempre para a jogada individual. Resultado: o mais provável é ficarem sem bola, não alimentando os dois avançados e com a agravante do adversário ficar apenas com 5 jogadores encarnados para a transição. De qualquer maneira, Rafa e Zivkovic são aqueles que teoricamente melhores rotinas de meio-campo possuem. O problema é que jogando como falsos extremos (solução no qual mais rendem), é um pouco incompatível com a dinâmica que o RV tem criada para Pizzi e Jonas no corredor central.

      6) Não concordo com a tua crítica ao RV "para o ano voltamos a jogar como quando cheguei". O RV está a tentar implementar um modelo de jogo mais de posse. Um bom exemplo disso é como ele não desfez o modelo nos jogos da Liga dos Campeões. O Porto e o Sporting para a Champions jogam sempre com 3 no meio-campo, reforçando, portanto, esta região do campo. O RV acredita nos seus jogadores e nos seus métodos. Agora, os resultados não espelham sucesso. Contudo, não significa que deva abandonar de todo esse objectivo. Provavelmente, terá de melhorar a metodologia de treino, para os jogadores absorverem melhor e mais rapidamente essas ideias de jogo. Por outro lado, se calhar tal não é possível ser realizado rapidamente, sendo necessários mais passos intermédios. Recordo que o modelo do Barcelona não foi criado da noite para o dia, e foi algo que foi sendo construído, culminando quando o Guardiola toma conta deles, dando-lhe uma dimensão extra.

      7) Não faças do Rúben o que ele ainda não é...

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  3. Tenho de dizer,sem prazer nenhum,que tudo aquilo que já tinha dito á algum tempo ainda na pré-epoca se veio a confirmar.
    São erros a mais, mas mais que isso é a total incapacidade para dar a volta à situação que me faz agora ter muitas expectativas em relação ao futuro. Não necessariamente boas diga-se.

    Rui Vitória teve muito mérito na forma como chegou e na forma que encarou o posto,(leia-se buraco!), que encontrou em termos da pressão para continuar a ganhar com toda a confusão em torno e por causa do Jesus.
    Soube ou teve de apostar nos putos para alterar a a equipa e o que é certo é que continuamos a vencer. Mesmo que isso fosse em desespero é inegavel oocrescimento de vários jogadores com ele.
    Agora é altura de avançar com outras ideias e não me parece de todo que ele tenha algumas. Sendo assim não vejo nenhum futuro para o simpático Rui no SLB.

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    1. É mais fácil para quem está de fora tomar decisões. Mas, a verdade e, falo por experiência, é que essas decisões à Football Manager (no sentido de sai este jogador e entra outro e tudo melhora da noite para o dia) só funcionam no mundo virtual. No mundo real, as equipas são feitas de relações pessoais, de jogadores mais maduros e mais imaturos. De jogadores já identificados com a cultura do clube e outros a encontrarem-se como pessoas. Entrar numa fase de testar um e outro até acertar na fórmula mágica é ainda mais arriscado do que ganhar o euromilhões. E, mais! Tem como defeito o facto de poder-se estar a minar o trabalho previamente feito.

      Por isso, o Rui Vitória até esteve bem em apostar praticamente no mesmo onze do Benfica que entrou frente ao Basileia. Desta forma, e com mais este resultado negativo está com todo o direito de fazer as mudanças que achar necessário, pois todo o grupo sente que é preciso mudar algo para regressar às vitórias, tantos os mais veteranos como os novatos.

      E, isso por incrível que pareça é meio caminho para fortalecer o grupo, pois todos irão remar para o mesmo lado, sem grandes discórdias, mas com a humildade de trabalhar ainda mais.

      O futuro do Rui Vitória estará sempre assegurado com um presidente paciente como o Luís Filipe Vieira. Com outro mais impaciente provavelmente cairia, mas também te digo, seria uma péssima decisão e um "timing" ainda pior.

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    2. Bem em relação às chamadas "apostas", expressão que só se usa em Portugal que eu saiba, porque em toda a parte todos os elementos do plantel o são logicamente; Se tirar um tipo em baixo de forma e meter outro fresco e com algo para mostrar só resultasse no FM não sei o que é que o nosso técnico está lá para fazer; Essa dos Euromilhoes até seria giro ver o nosso técnico na conferência de imprensa a explicar que quando os mete em campo e como queimar dois euros no jogo por que não faz puto ideia se vai resultar lol. Então o gajo tá ali para quê?!; Por fim realmente não se deve esperar que ele vá minar o trabalho feito era necessário era que houvesse de facto algo parecido com isso que se pudesse ver nos jogos porque até agora desde a pré-época não se vê nada.

      Não me interessa se o gajo A ou o B estão muito contentes ou satisfeitos de todo. São empregados do meu clube e nunca devem perder a noção disso. Não vejo como um tipo que jogue todos o jogos mesmo mal vá mudar alguma coisa se tem lugar cativo. Pelo contrário só é desmotivante para quem está no banco mais nada. Aliás o próprio grupo melhorou significativamente nesse aspecto motivacional com a entrada do nosso técnico depois de JJ o arrebenta balneários.

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    3. Faço minhas as palavras de outros por aqui que não é de agora que ele tem moral para fazer mudanças. Já o devia ter feito à mais tempo. Se tacticamente só consegue jogar de uma forma e mais, se o melhor que consegue para alem disso é uns vinte ou trinta minutos de experiência s wm jogos a feijões então tem de ir de vela já porque isto é fraco, fraquito,fracote para um clube desta dimensão.

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    4. Batigol, não estás a querer entender a importância que as microestruturas dentro de uma equipa têm. Ao estares a alterar constantemente os jogadores, estás a alterar essas estruturas e às tantas com a continuidade de resultados negativos perde-se a equipa, porque pura e simplesmente os jogadores deixam de acreditar nuns e noutros.

      O RV está lá exactamente para gerir essas coisas. Fazer mudanças, mas com pés e cabeça. Eu estou curioso para ver o que ele vai apresentar no recomeço do campeonato após esta pausa para compromissos das selecções.

      Outro ponto, tomas como ponto assente que sabes ver o futebol e como tal és autoridade para dizer que o RV nao tem feito nada. Será que não estás a ser pouco humilde?

      Depois, dizes não te interessa o bem-estar do gajo A, B ou C?! São empregados do clube é verdade, mas o bem-estar deles reflecte nos resultados da equipa e na saúde do clube. Desprezar isso é não entender como se processa a natureza humana.

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    5. O RV já poderia ter feito mais mudanças é verdade. Eu próprio já aqui escrevi sobre várias. Desde a inclusão de Samaris como central à não utilização a titular do Jonas, passando por modelos com falsos extremos, é só nomearem.

      Agora, também sou um estudioso do jogo e de como outros actuam. E, neste caso consigo perceber as decisões de mudanças do RV segundo a lógica que já referi.

      De qualquer maneira, a partir deste momento, é preciso fazer algo. Por isso estou curioso para ver o próximo onze encarnado.

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  4. Eh pá, chega de humilhações permanentes e um futebolzinho deprimente que ofende a história do Benfica!

    Com tantos e tão profundos problemas colectivos, já não acredito que isto vá lá com mudanças no onze. Na segunda metade da época passada, falámos aqui muito das deficiências da nossa organização ofensiva e tu próprio, apesar do teu panglossianismo, afirmaste ser necessário melhorar muito no ataque posicional. Pois bem - agora a miséria estendeu-se à transição defensiva, organização defensiva e até à transição ofensiva...o nosso futebol é zero em todas as fases do jogo. Faz lembrar a segunda passagem de José António Camacho...

    Chega de Mister Fezadas! Já teve três pré-épocas para fazer progredir processos e modelo de jogo - resultado: têm regredido até à virtual inexistência que se vê hoje em dia.

    Adorava o Paulo Fonseca, mas até o Luís Castro já me deixava contente...

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    1. Caramba mas agora de repente todos adoram o Paulo Fonseca? É que quando eu o queria para o lugar do JJ o gajo não tinha estofo e blablabla o Marco é que era bom e blablabla. PF e MS já não são para os nossos dentes e é bom que nos mentalizemos. Talvez o VP se queimasse o cartão de sócio e exilasse a família...

      Luís Castro tem um pequeno Portoblema para vir para a Luz. Neste momento em PT é olhar para o tipo do Rio Ave (clube fenomenal no que toca a escolher treinadores para o projecto que tem, tirando aquela nódoa do Capucho), para o Daniel Ramos ou para o Manta. Qualquer um desses 4, com uma certa preferência irónica pelo Luis Castro, me satisfaziam mais do que RV.

      Só que trocar agora é assumir que a época está perdida. Prefiro exigir que RV seja inteligente, como já mostrou que é, e se adapte ao que tem e não ao que gostava de ter.

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    2. RB, não me incluas nesse saco, por favor, que eu nunca lá estive. Nesse Verão, defendi veementemente Vítor Pereira e, nos portugueses, até Paulo Sousa estava à frente de Marco Silva na minha lista.

      Quanto ao timing da saída, acredita que sou sensível a alguns deles - como por respeito a ele e às suas conquistas, deixá-lo fazer uma época inteira sem ganhar antes de o despedir. Fair enough. Mas essa opção, para mim, é que é dar a época por perdida!...desde Basileia que me parece que já nem tem os jogadores com ele...

      Ou seja, manter RV é rumo ao nem tenta; mudar já para um treinador decente, que leia mais livros de futebol que livros de auto-ajuda de estação de serviço da A1, ainda pode ser rumo ao penta ;)

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    3. *Quanto ao timing de saída, acredita que sou sensível a alguns dos argumentos para não sair agora

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    4. Já deixaste a emoção tomar conta do raciocínio BP.

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    5. A única coisa em que penso quando penso em timming de saída é: quem entrar agora o que consegue fazer? E quando penso por exemplo na falta de qualidade da defesa, o que se pode realmente fazer? Ou seja, até Janeiro, quando se podem ir buscar uns ovos novos, dificilmente um treinador novo pode fazer muita coisa, iríamos penar à mesma e de qualquer das formas na altura logo se vê se a época está irremediavelmente perdida ou não. Por enquanto não está, apesar de pessimisticamente/realisticamente não ir melhorar, mas há uma luzinha. Acho que o 31 de Dezembro é mesmo o limite. Se nessa altura estivermos arrumados da taça e/ou do campeonato então não resta grande alternativa e é começar a pré-época em Janeiro.

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    6. Vocês já não estão a pensar direito. Os resultados negativos deixaram-vos completamente cegos e já nem sequer estão a dizer coisa com coisa.

      Claramente muita coisa tem de mudar, mas mantenho confiança nas pessoas que estão à frente do Benfica neste momento.

      Se olharmos, para os jogos que o Benfica teve maus resultados quantas alterações teriam feito ao onze inicial? Provavelmente, vocês os dois não teriam feito nenhuma. Eu, já ando a dizer que o Benfica precisa de mais energia, tanto à frente como atrás. Energia essa que faz com que a equipa não fique tão sectorizada, mas sim mais compacta. O Jonas pode decidir muito bem, pois tem uma classe do caraças, mas isso só acontece se tiver bola. Não está um jogador muito móvel e o adversário já percebeu o seu jogo entre-linhas. Gostei imenso da alteração que o RV fez na segunda parte frente ao Marítimo, onde muitas vezes o Jonas apareceu num dos flancos numa fase de construção. Mas, falta-lhe mais gás. Na época passada por esta altura, falávamos da ainda alguma imaturidade do Gonçalo Guedes, mas em termos de energia o miúdo dava muito, inclusive com e sem bola.

      O Benfica tem o Seferovic e ainda tem lá um emprestado internacional canarinho: o Gabriel Barbosa. Acho que está mais do que na hora de incluí-los no onze, pois ambos podem fazer de "Jonas" naquela posição.

      E, mais, jogando estes não significa que o Jonas já não joga. Poderá ir entrando e em alguns jogos ser mesmo o titular.

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    7. Tens razão, Cândido, nós não dizemos coisa com coisa: a verdade é que tudo vai bem no melhor dos futebóis, só falta o Jonas ir para o banco e entrar alguém com mais energia para atingirmos a perfeição colectiva.

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    8. Ó PP, mas quem é que não diz coisa com coisa?

      Estou há uns jogos largos a queixar-me mais de comportamentos que gostava de ver na equipa em campo do que em tipos individuais. Comportamentos, não pessoas. Se nisso visei o facto de Lisandro nunca conseguir ser central para o Benfica?
      Sim disse-o porque não importa o que se pede Lisandro dá sempre o mesmo há três anos. Se na Taça da Liga tinha alinhado com uma alternativa na lateral direita? Claro que sim, é a taça da Liga se as "alternativas" à posição não mostram o que valem em competições que um tipo fica chateado por perder "mas o que conta mesmo é o campeonato" vão-se estrear quando? Contra o Manchester United porque o titular da posição se passou da marmita e levou um vermelho directo? E mesmo nesse jogo fui a favor de uma gestão alargada do plantel. Portanto a tua conversa de "ai quem é que mudavam" cai pela base.

      E não é uma questão de "so gostar de RV" quando ganha. Todo o respeito que RV me mereceu se deveu a como geriu os momentos menos bons e alguns ataques de colegas na primeira época. Sempre manifestei desagrado com várias opções e aqui entre nós sempre discutimos isso. Portanto a única coisa de surpreendente é mesmo eu não estar a pedir a cabeça dele, antes a dizer que deixem o homem trabalhar até ao Natal e depois então logo se avalia.

      Eu diria que não só não é dizer coisa com coisa, é até uma atitude bastante ponderada, porque são dois meses o que dá uns 10 jogos, e logo se vê se isto agora foi uma dor de crescimento ou um mal profundo. Como disse no post anterior, quem venha agora dificilmente conseguirá fazer muito melhor com o que lá há, portanto estar a recomeçar agora ou e depois em Janeiro, mais vale deixar estar. Se formos frios e lógicos a época está difícil mas não perdida. Se na altura estiver perdida (Benfica fora da Europa, arrumado de uma ou mais taças, e com um fosso no Campeonato que só com um milagre se vai lá) então deve-se ponderar mesmo se RV não se tornou parte do problema e não da solução.

      Agora, quem fala muito dos jogadores e "este e aquele" és mesmo tu e a tua cruzada contra o Jonas e o Luisão. Quer dizer, dizes para eu não fazer do Ruben o que ele não é. A única coisa que fiz dele foi o melhor central do plantel. Se não é ele, nem o Luisão, é quem? O Jardel? O Lisandro? O Jonas não está móvel... Pois, eu se soubesse que a bola vem pelo ar e à balda também ficava paradinho lá à frente. Não pressiona... Pois, nem ele nem os outros todos (o golo do Marítimo é impressionante como oposição à jogada não existe).

      E falar de nomes não me parece que seja pedir cabeças. Todos sabemos que mais depressa o Benfica vai para a segunda divisão do que LFV despede um treinador a meio da época, portanto posso fazer este exercício da mesma forma que discuto se compro um CLK ou um A8 e com o mesmo grau de realismo!

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    9. BP, se é para aparvalhar podes fazê-lo noutro espaço.

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    10. RB, quem te disse que a tua leitura sobre que características um jogador deve ter para jogar no Benfica está correcta?

      A tua crítica ao Lisandro está ao nível da do Pedro Henriques contra o Sérgio Ramos. O mais engraçado é que por mais prémios colectivos e individuais, por mais estatísticas defensivas do espanhol o comentador português, nunca conseguirá perceber que ele está toldado por uma visão estereotipada do que deve ser um defesa central.

      É por esse motivo que David Luiz e outros como ele não conseguem vingar na maioria das equipas, mas são talvez os primeiros da lista de contratações das equipas dos mestres como o Guardiola.

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    11. Aparvalhar, PP? Vejamos: eu escrevi que o nosso futebol tem sido miserável nos quatro momentos do jogo; tu chamaste a isto, que toda a gente está a ver e a afirmar, 'não dizer coisa com coisa'! Acho que acusar alguém que se limita a constatar uma evidência que é, hoje por hoje, praticamente consensual, de não estar a dizer coisa com coisa corresponde muito melhor à definição de 'aparvalhar' do que responder à acusação de não dizer coisa com coisa com linguagem irónica...aliás, para ser completamente sincero contigo - porque acho que o mereces - acho que atribuir os problemas tão profundos do nosso futebol a uma questão de 'energia' até pode ser considerado uma definição ainda melhor de 'aparvalhar'...

      Mas isso sou eu, que acho que em democracia a ironia, a sátira ou o humor são estratégias de comunicação válidas...vês, já estou a aparvalhar outra vez!

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    12. BP, e quem és tu para avaliar o nosso futebol?

      Por acaso já viste o futebol praticado pelas outras equipas? Nomeadamente a do Sporting e a do Porto, que são os nossos principais adversários dentro de portas? E, de outras equipas que foram campeãs na época passada e agora estão a jogar assim-assim?

      O Sporting no último sábado poderia ter ficado isolado no primeiro lugar da 1ª Liga e jogou com uma dupla de médios defensivos no meio-campo. O que não diriam se jogássemos um clássico com Fejsa e Samaris no meio-campo e, ainda com o Pizzi no lugar de Jonas?! Depois ainda tenho de ouvir falar no Jesus como se fosse a última bolacha do pacote no que aos treinadores diz respeito.

      E, o Porto do Serginho... outrora a jogar em 4-4-2, com o Oliver e Benji, minto Brahimi e Corona nos flancos e Soares/Aboubacar e Marega, agora joga em 4-3-3 com um tridente de meio-campo musculado com Danilo, Herrera e Sérgio Oliveira (o que não diriam se jogássemos com o Fejsa, o Samaris e o Filipe Augusto ao mesmo tempo...) e um ultra-vitaminado tridente atacante formado por jogadores africanos como o Brahimi, o Aboubacar e o Marega. O que não diriam se jogássemos com um Rafa, um Seferovic e um Jiménez no nosso ataque. Diriam que eram só cavalos e não tinham classe...

      Por fim, continuas a aparvalhar e a tentar levar para o lado pessoal ao denegrir a questão de "energia" como se fosse acessória, sem entenderes de facto do que estás a falar.

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    13. Fdx PP, não sei o que se passa contigo mas recomendo o que tu recomendas mais abaixo: cabeça fria.

      Quem é o BP para avaliar o nosso futebol? A menos que tu sejas funcionário da "super-estrutura", é tanto como tu e eu: um adepto, talvez um sócio, que segue o clube e que tem opiniões. Muito mal estaríamos se no Benfica tudo fosse acenar que sim. Como se dizia aqui ainda não há muito tempo, há perfeitamente espaço para passar o ano todo a opinar e no fim do ano acordar de rastos no Marquês.

      Quanto ao futebol praticado pelas outras equipas, não tendo visto Porto e Sporting, vi o praticado pelo Chaves, pelo Rio Ave, pelo Portimonense, pelo Boavista, e não ponho aqui Braga, CSKA e Basileia porque são contextos diferentes.

      Quem eu espero que esteja a ver os adversários é alguém da estrutura. Só que aqui tudo indica que alguém não está a fazer o TPC, porque andamos a ser, como alguém disse certa vez, comidos de cebolada. No jogo de Basileia então, a falta de TPC é notória.

      Quanto à questão da energia, se somos todos ignorantes, ilumina-nos. O que dizes é que o Benfica não tem capacidade para, de forma alguma, ganhar tranquilamente a Portimonense e Boavista com os onzes que apresentou nesses jogos? Ou mesmo ganhando à rasca, os onzes não têm "energia" para controlar a partida? Ou só há uma forma de jogar à bola que é tudo "energizado"? E se o Zidane sentou o Ronaldo, para ele não gastar "energias", não consegue o RV sentar malta menos "energizada"? E o Ruben? Tem menos energia do que o Jardel, queres ver...

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    14. Obrigado, RB! Eu não me teria defendido melhor.

      Aproveito para confirmar que sou sócio, pois claro, com lugar cativo na Luz. Infelizmente, o meu Red Pass não me dá as mesmas condições que o do Dom Salvio, mas acho que também não me exclui do direito de dar a minha opinião sobre o nosso (não) futebol...

      O nosso PP, quando chega a um certo limite na sua defesa do indefensável, costuma vir com esta do 'mas quem és tu para...'. Já pseudo despachou o Batigol ali acima com o mesmo expediente...

      Enfim, não me apetece comentar mais - se há pessoas para quem não tenho paciência são as que são desprovidas da perspectiva humorística das coisas, que ficam logo todas ofendidinhas com a liberdade crítica dos outros e que têm uma concepção relativista da democracia...

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    15. RB e BP, vocês escrevem como se soubessem da poda. Escrevem como se achassem com experiência em liderança de equipas e grupos de trabalho, mas infelizmente (ou felizmente) não o possuem.

      E, isso é bem patente na forma como vocês tratam as pessoas como se fossem coisas e números.

      Depois, não têm experiência de operacionalização de tarefas ou procedimentos ou até mesmo de processos, pois se o tivessem, dariam um certo desconto a muitas coisas que o comum adepto de balcão da tasca não entende nem quer entender: os processos tomam o seu tempo.

      Não quero com isto desculpabilizar o RV e até mesmo o LFV, pois continuo puto com estes resultados.

      Agora, ao contrário de estar a bater na mesma tecla de que "eu faria isto desta e daquela forma", prefiro tentar entender o que está a ser feito e se isso não é outra forma tão ou mais eficaz de chegar ao sucesso que aquelas que já conheço.

      E, por fim, o que mais me chateia nessas vossas conversas, é da quase exigência da perfeição para uma equipa como o Benfica, como se os nossos mais directos adversários fossem sequer melhores em futebol jogado.

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    16. Por acaso atiraste ao lado, PP: eu tenho vasta experiência profissional de liderar equipas, cuja função era precisamente implementar planos de actividades, governados por múltiplos processos e procedimentos...

      Quanto ao futebol jogado dos nossos rivais directos não ser melhor que o nosso nesta altura, vou pressupôr que fizeste uma ironia involuntária!...

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    17. Eh pá... Uma coisa é andarmos a discutir se o Benfica pode/deve fazer A,B ou C, outra é começar a inquinar a conversa com considerações sobre o interlocutor. Normalmente quando se passa a argumentos ad hominem...

      Vamos por partes, não sei até que ponto achas que não tenho experiência em gestão de grupos, grupos com objectivos de curto prazo, grupos que individualmente têm objectivos de curto prazo e que eu tenho de gerir a longo prazo. Nem sei sequer qual achas que é a minha experiência de (alta) competição, e a necessidade de fazer com que um atleta e um grupo mantenham o foco diário quando falta "tanto tempo" para a competição. Ou como lidar com esse grupo quando as coisas de repente não correm como esperado.

      Falando claro sobre o Benfica, por esta altura o problema não tem a ver com resultados em si. Podíamos igualmente ter levado 5 ou mais em Basileia sem fazer nenhuma, se o guarda-redes deles tivesse feito uma exibição daquelas de encher o olho, se a eles tivessem passado o jogo todo a não conseguir lidar com as dinâmicas da nossa equipa e concedessem ocasião atrás ocasião que nós por alguma inépcia individual ou brilhantismo alheio não conseguiamos concretizar. Tivemos jogos assim no passado recente e no passado distante. Assim de cabeça lembro-me da "Revolta do Roberto" em Atenas, onde não havia muito mais a fazer, o tipo engatou!

      Portanto, no que mim me diz respeito o problema não são os resultados. Então porque é que estou puto? Porque o Benfica não joga um caracol! Neste momento estou a questionar os métodos de RV mais do que quando ele chegou. Porque no 11 titular dele não há um jogador que tenha chegado agora, da mesma forma que parece não haver uma ideia colectiva nem de como atacar nem de como defender.

      E o problema não é de agora! Se calhar nem sequer é da pré-época. Alguém se quer lembrar quantos deslizes nossos o Porto não aproveitou o ano passado? E na altura haviam três jogadores de top que iam disfarçando a coisa...

      O que quer que esteja a ser feito não está a resultar e mudanças são necessárias. E essas mudanças têm de começar a ser implementadas e depressa. Se RV pensa que depois de Basileia precisava de mudar o 11 todo, é um nabo. Mas se acha que podia ficar tudo na mesma, é uma nabiça! O caso do André Almeida é paradigmático, porque não foi primeiro, o segundo nem o terceiro jogo em que ele foi dos elementos mais fracos em campo. Se havia jogador que, nem que seja como mensagem para o grupo e para o próprio, devia ter descansado nos Barreiros era o AA.

      Por fim, o que me chateia na tua conversa recente, mais do que uma certa prepotência, é mesmo isso do noso futebol relativamente aos nossos rivais. Eu não me podia estar mais cagando para os nossos rivais. Eu sou do Benfica, não dos nossos rivais. Um mau resultado dos nossos rivais não me alegra o dia, um mau resultado do Benfica estraga-me a semana...

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    18. E no que a conversa sobre os outros diz respeito: já o disse acima, não sigo os nossos adversários, mas já vi o futebol de Chaves, Portimonense, Boavista e Rio Ave. Pela forma sem ideias como o Benfica se apresentou, eu diria que a equipa técnica parece ser como eu...

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    19. 'Pela forma sem ideias como o Benfica se apresentou'...lá estás tu a aparvalhar, RB, com essa mania bizarra de dizer a verdade, sem subterfúgios, eufemismos ou paninhos quentes...tss tss!!

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  5. Não te iludas, eu adoro o Lisandro. No FM é sempre daqueles que joga a titular. O problema é que no FM um jogador pode estar certo quando o resto da equipa está errada...

    Claro, voltamos sempre ao jogador e às características do jogador. Eu neste momento é assim: Lisandro não conta; Almeida e Samaris, enquanto não fizessem a formação em gestão da raiva nem ao banco iam. Tudo o resto é válido, nas combinações que o treinador entender, desde que a táctica não seja a do "sobe, sobe, balão sobe". Não penso que esteja a pedir algo de exótico. Aliás, sendo o Benfica eu diria que nem mínimos Olímpicos isto é.

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    1. Sendo assim, depreendo que estejas a contar os dias para o lançamento do FM2018.

      Davas um excelente gestor com essa carga emocional toda. Que não hajam dúvidas. Lol!

      O que o Benfica precisa é de gente com cabeça fria e com eles no sítio, para não ir na vossa conversa.

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    2. Normalmente conto os dias para o fim da época, quando eles fazem a promoção de 40/60% de desconto. O gozo que o jogo me dá não justifica minimamente o que eles pedem por ele no início da época. E mesmo assim só compro o jogo quando as novidades parecem indicar mudanças profundas na forma como se gere a equipa. Por exemplo, a nova função de teres de gerir os grupos que se formam dentro do plantel que o FM18 vai trazer.

      Por falar em gerir grupos no plantel (see what I did there?) compreendo o que dizes acima sobre "one more chance" mas desculpa isso não faz sentido nenhum. A equipa não começou a falhar nos últimos 5/6 jogos. A equipa falha e sem melhorias desde a pré-época! Será que somos nós que estamos a ser muito emocionais, ou haverá quem não queira ver as coisas? Ou será que já viram as coisas, mas como os "outros" são todos burros e emocionais não percebem nada da poda e portanto contrariamos por contrariar?

      E já agora, o que é que na minha conversa transpira emoção? O facto de dizer que não adianta mudar a equipa técnica antes do fim do ano? O facto de apelar à inteligência de RV para trabalhar com o que o clube tem e mudar enquanto é tempo? Qual destas atitudes é que são típicas de um cabeça quente?

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